Presente no cotidiano de muitos brasileiros, o ‘roxinho’, deu um passo importante em sua expansão internacional ao receber aprovação condicional do órgão regulador dos Estados Unidos para operar como banco no país. Com a autorização, o Nubank passa a se posicionar no maior mercado financeiro do mundo.
O aval foi anunciado na última quinta-feira (29) e marca mais um avanço da empresa na estratégia de atuação global.
A nova operação do Nubank nos Estados Unidos contará com uma estrutura de liderança voltada exclusivamente para o mercado americano. A cofundadora da fintech, Cristina Junqueira, assumirá a gestão direta das atividades no país após se mudar de forma permanente para os EUA. Ainda na liderança, o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, foi anunciado como presidente do conselho da nova instituição.
A autorização para o início das operações foi concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC) e permite a criação de um banco nacional, batizado de Nubank, N.A.
Em comunicado oficial, o fundador e presidente-executivo do Nubank, David Vélez, destacou que a aprovação representa um avanço estratégico na expansão internacional da companhia.
“Essa aprovação não é apenas uma expansão de nossas operações; é uma oportunidade de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”, disse.
N.A prepara requisitos regulatórios
Com a aprovação condicional, o Nubank está autorizado a iniciar imediatamente a fase de estruturação da operação nos Estados Unidos. Nesse período, a empresa poderá organizar o capital, montar a estrutura interna e desenvolver os produtos que serão oferecidos ao público, enquanto cumpre exigências regulatórias previstas para os próximos meses.
A licença bancária concedida nos EUA permite que a fintech atue com um portfólio completo de serviços financeiros no mercado americano. Entre as operações autorizadas estão a abertura de contas de depósito com proteção regulatória, a oferta de cartões de crédito e débito, empréstimos, financiamentos e serviços ligados à custódia de ativos digitais, ampliando a capacidade de competir com bancos tradicionais e fintechs já estabelecidas no país.
Apesar do avanço, a autorização ainda depende de etapas adicionais para que o banco inicie suas atividades de forma plena. O Nubank precisará obter o aval de outros órgãos reguladores, como a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e o Federal Reserve, além de cumprir metas de capitalização.
Somente após a conclusão do processo regulatório que a operação poderá funcionar integralmente em território americano.
Fintech brasileira fazendo história
A aprovação para operar nos Estados Unidos representa um marco histórico para o Nubank e para o setor de fintechs brasileiras. Com a futura operação em funcionamento, o banco digital poderá atender tanto clientes americanos quanto brasileiros que vivem no país, além de ampliar oportunidades de negócios, parcerias e novos produtos no maior mercado financeiro do mundo.
O Nubank, liderado por David Vélez, obteve a autorização condicional em cerca de quatro meses após a solicitação. A nova operação permitirá o lançamento de serviços como contas de depósito e cartões de crédito, sob o comando da cofundadora Cristina Junqueira, que ficará à frente das atividades da empresa nos EUA.