O caso de estupro coletivo cometido por cinco jovens contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos após a Globo expor, no último domingo (8), um vídeo gravado pelos acusados logo depois de saírem do apartamento onde tudo teria ocorrido.
No vídeo, eles aparecem rindo e debochando da situação, enquanto o menor envolvido e responsável por levar a adolescente até o local filma e diz: “A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje…”.
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Na imagem é possível ver os rostos de quatro dos réus, sendo eles Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho de 19, Victor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Alegretti, de 18 anos.
Veja o vídeo abaixo:
— Che_quei (@Che_quei) March 9, 2026
Em entrevista à emissora, o delegado Angelo Lages comentou sobre o conteúdo do vídeo. “Essas imagens são chocantes. Faltam até palavras e adjetivos para narrar o que representa esse tipo de conduta”, disse ele.
Novas denúncias de abuso sexual
Com a repercussão do caso, surgiram duas novas denúncias envolvendo ao menos três dos réus envolvidos no caso de Copacabana.
Uma das vítimas contou ter sofrido a violência por dois dos jovens, alguns anos antes, quando tinha apenas 14 anos. De acordo com a família, ela resolveu revelar o que tinha acontecido após o primeiro caso ter se tornado público.
A segunda jovem, relatou um episódio que teria acontecido no ano passado, envolvendo Victor Hugo Simonin. Conforme o relato dela, os dois eram colegas de escola e estavam em uma festa quando teria acontecido a agressão.

“Teve uma hora que ele pediu para eu praticar sexo oral nele. Eu falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali. Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo. Eu falei: ‘Vitor, eu não vou fazer isso’. Ele continou. Minhas pernas meio que cederam, eu caí, ele começou a forçar”, relatou a jovem.
De acordo com o relato, ela só conseguiu sair da situação quando se levantou e um segurança da festa apareceu no local. Ainda segundo ela, logo após a situação, o acusado enviou uma mensagem a convidando para ir à um apartamento. Ela negou o convite.
“Foi só quando o caso estourou que eu vi, eu falei; ‘realmente aquilo ali foi um estupro e eu preciso falar sobre isso'”.
Como denunciar casos de violência contra a mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 181 – Disk Denúncia
- Delegacias de Defesa da Mulher – https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas/seguranca_mulher/delegacias_da_mulher
- Delegacia Eletrônica da Polícia Civil – delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp
- Atendimento presencial em delegacias da polícia e salas DDM Online – https://prefeitura.sp.gov.br/web/direitos_humanos/w/mulheres/rede_de_atendimento/2096