O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro dá sequência ao julgamento do caso Henry Borel, neste domingo (31). Em seu sétimo dia, a sessão deve contar com o depoimento da babá Thayná Ferreira.
Responsável pelos cuidados de Henry no apartamento onde vivia com Monique Medeiros e Jairinho, a babá teria alertado a mãe do menino, por meio de mensagens de celular, sobre episódios de agressão atribuídos ao ex-vereador cerca de um mês antes da morte da criança, segundo apontam as investigações.
Mensagens trocadas entre a babá e a mãe de Henry registram o relato de um episódio em que o menino teria permanecido sozinho em um quarto com Jairinho. Após sair do cômodo, a criança apresentava dificuldade para caminhar e se queixava de dores na cabeça.
De acordo com informações da CNN Brasil, a babá Thayná Ferreira será a primeira testemunha a ser ouvida na continuidade.
Ontem (30), a sessão foi marcada pelo depoimento de Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique Medeiros.Ele afirmou que um advogado ligado à defesa de Jairo Souza Santos Júnior teria orientado Monique a sustentar uma versão falsa sobre o caso.
Irmão de Monique
Durante depoimento prestado ontem (30), Bryan Medeiros da Costa e Silva, irmão de Monique Medeiros, afirmou que um advogado ligado à defesa de Jairinho teria orientado sua irmã a sustentar uma versão falsa após a morte de Henry.
Segundo a testemunha, a orientação era para que Monique declarasse que Jairinho estava dormindo no momento do crime. Bryan relatou ainda que a irmã não concordava com essa versão por considerar que teria de mentir.
No mesmo depoimento, Bryan afirmou que Monique relatou ter sido vítima de agressão física por parte do ex-companheiro. Segundo a testemunha, a irmã disse que Jairinho chegou embriagado em casa após um evento e a acordou em um episódio motivado por ciúmes. Conforme o relato, ele a enforcou durante a discussão.