A Polícia Civil identificou Alex Rodrigo Nascimento, de 42 anos, como o homem encontrado morto às margens da Rodovia Anhanguera (SP-330), em Araras (SP), no dia 25 de abril. O eletricista estava desaparecido desde 21 de fevereiro, quando deixou o Hospital São Leopoldo Mandic, onde fazia tratamento para depressão. A polícia confirmou a identidade na segunda-feira (14), por meio de exame da arcada dentária. No entanto, os investigadores ainda não esclareceram a causa da morte.
Corpo foi identificado após quase sete meses
A polícia encontrou o corpo de Alex em avançado estado de decomposição, próximo à Rodovia Anhanguera. Por causa das condições, o médico legista não conseguiu determinar a causa do óbito.
Após localizar o corpo, os investigadores solicitaram à esposa do eletricista, Natália Rostirola Nascimento, uma radiografia panorâmica para auxiliar no reconhecimento. Em seguida, o exame seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo.
Na segunda-feira (14), a família recebeu a confirmação da identidade. Assim, os familiares conseguiram uma resposta após quase sete meses de buscas e incertezas.
Eletricista desapareceu após internação
Alex entrou no Hospital São Leopoldo Mandic, em Araras, no dia 19 de fevereiro. Na unidade, ele fazia tratamento para um quadro grave de depressão.
Dois dias depois, por volta das 11h, o eletricista deixou o hospital sem receber alta.
Segundo o boletim de ocorrência, a instituição registrou o desaparecimento pela internet às 18h56 do mesmo dia. Entretanto, a família só recebeu a informação no domingo (22). Depois disso, Natália foi pessoalmente à Delegacia de Araras para registrar o caso.
Na época, os familiares procuraram Alex em Araras e cidades da região. Além disso, conseguiram imagens de câmeras de segurança que mostravam o homem caminhando em direção aos fundos do hospital.
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Família questiona conduta do hospital
Desde o desaparecimento, os familiares de Alex questionam a atuação do Hospital São Leopoldo Mandic. A esposa e a irmã dela, Lorena Rostirola, afirmam que a instituição demorou para comunicar o sumiço e não impediu a saída do paciente.
Natália também relatou que recebeu versões diferentes sobre a saída do marido. Segundo ela, um funcionário disse que Alex havia pulado um muro. No entanto, outro profissional afirmou que ninguém tinha presenciado o momento.
Além disso, a família informou que não recebeu esclarecimentos sobre a medicação utilizada por Alex no dia do desaparecimento. Os familiares também disseram que não tiveram acesso ao prontuário médico.
As alegações ainda precisam de apuração pelas autoridades competentes.
Hospital afirma que seguiu protocolos
Após a confirmação da morte, o Hospital São Leopoldo Mandic manifestou solidariedade aos familiares de Alex.
Em nota, a instituição afirmou que acionou os protocolos internos assim que identificou o desaparecimento. Segundo o hospital, as equipes realizaram buscas internas e externas, comunicaram a polícia e prestaram suporte aos familiares.
Além disso, a unidade declarou que seguiu as diretrizes do Conselho Federal de Medicina e adotou um modelo de atenção psicossocial, sem caráter de custódia ou restrição de liberdade.
Em comunicado anterior, o hospital informou que Alex estava lúcido, orientado e capaz de decidir sobre a aceitação ou recusa do tratamento na manhã de 21 de fevereiro. A instituição também afirmou que abriu uma sindicância para investigar o caso.
Polícia Civil investiga causa da morte
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte de Alex Rodrigo Nascimento.
Como o corpo estava em avançado estado de decomposição, o médico legista não conseguiu determinar a causa do óbito. Por isso, os investigadores ainda buscam informações que ajudem a esclarecer o que aconteceu com o eletricista após o desaparecimento.
Enquanto isso, a família aguarda os procedimentos do Instituto Médico Legal para a liberação do corpo e a realização do funeral.




