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Família de jovem que passou mal na Montezum diz que não há acordo com Hopi Hari

Advogada afirma que existem tratativas para custear parte das despesas, mas que não há acordo formal nem decisão judicial sobre os pagamentos
Jovem em foto de reportagem sorrindo no círculo e, ao fundo, uma montanha-russa do parque Hopi Hari com trilhos e estrutura metálica, céu azul e público na atração.

A família de Júlia Bossoni, jovem do Paraná que apresentou um quadro de convulsão após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, mantém tratativas extrajudiciais com o parque relacionadas ao custeio de parte das despesas do tratamento. A informação foi confirmada ao VTV News pela advogada Luana Bossoni, que representa a família.

Segundo a advogada, as conversas entre as partes ocorrem de forma amigável. No entanto, não existe acordo formal firmado entre a família e o Hopi Hari nem decisão judicial estabelecendo, até o momento, os termos desse custeio.

O VTV News procurou o Hopi Hari especificamente para saber sobre as atuais tratativas e sobre eventual acordo para o custeio do tratamento de Júlia, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação do parque.

Família diz que tratativas envolvem despesas do tratamento

Em conversa com o VTV News, Luana Bossoni explicou que existem atualmente providências relacionadas a determinadas despesas de Júlia sendo discutidas entre as partes.

Porém, segundo a advogada, não é possível divulgar valores, despesas específicas, condições ou o conteúdo das negociações. A restrição ocorre porque a questão está relacionada ao processo judicial e envolve sigilo profissional.

A representante da família reforçou que não há um acordo formal entre as partes e que, até o momento, também não existe decisão judicial determinando os termos do custeio pelo parque.

Relembre o caso:

Júlia continua em tratamento e reabilitação

De acordo com Luana Bossoni, Júlia permanece em um intenso processo de tratamento e reabilitação e apresenta necessidades médicas, terapêuticas e assistenciais relevantes.

A advogada informou ao VTV News que parte dos atendimentos é realizada por meio de plano de saúde. Além disso, alguns cuidados precisam ser realizados de forma particular, conforme a evolução clínica da jovem.

A família, portanto, continua acompanhando as necessidades de Júlia enquanto as tratativas com o Hopi Hari permanecem em andamento.

Júlia Bossoni, jovem do Paraná que apresentou um quadro de convulsão após passar pela montanha-russa Montezum. Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Posicionamento inicial do Hopi Hari

O Hopi Hari emitiu uma nota à imprensa com o posicionamento inicial sobre o caso. Na ocasião, o parque afirmou que acompanhou o atendimento de Júlia após o episódio na Montezum.

Segundo essa manifestação inicial, a jovem recebeu os primeiros socorros no ambulatório do parque e, posteriormente, foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo, onde permaneceu internada até apresentar condições de retornar ao Paraná.

O Hopi Hari também afirmou, naquele posicionamento inicial, que acompanhou o tratamento prestado e “custeou as despesas durante a permanência em Vinhedo”.

Além disso, o parque informou que o departamento jurídico manteve contato com os familiares durante o atendimento e que possui um seguro que foi disponibilizado à família.

Parque não respondeu sobre custeio atual

Apesar do posicionamento inicial, o VTV News procurou novamente o Hopi Hari para esclarecer especificamente se o parque atualmente participa do custeio do tratamento de Júlia, quais despesas estariam sendo pagas e se existe alguma tratativa ou acordo em andamento com a família.

Até a publicação desta reportagem, o parque não havia respondido especificamente a esses questionamentos.

Por isso, o VTV News considera como posicionamento oficial disponível até o momento a manifestação inicial enviada pelo Hopi Hari sobre o atendimento e as despesas durante a permanência de Júlia em Vinhedo.

O espaço continua aberto para que o parque esclareça as questões relacionadas ao custeio atual e às tratativas mencionadas pela defesa da família.

Um comboio com passageiros desce a subida inicial da montanha-russa de madeira Montezum, no parque de atrações Hopi Hari, sob um céu azul com nuvens.
Montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo (SP). Foto: Divulgação/Hopi Hari

Hopi Hari afirma que Montezum passa por inspeções

Na manifestação inicial enviada ao VTV News, o Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional emitida pelo grupo TÜV Nord e passa por inspeções periódicas.

Segundo o parque, a manutenção inclui verificações diárias, semanais, mensais e anuais, envolvendo componentes mecânicos, elétricos e estruturais da montanha-russa.

A empresa também afirmou que segue normas técnicas nacionais e internacionais de segurança e mantém equipes dedicadas à manutenção da atração.

De acordo com o Hopi Hari, mais de 470 mil pessoas passaram pela Montezum entre janeiro de 2026 e o período atual, dentro de um total superior a 870 mil visitantes do parque.

Parque cita parecer do Ministério Público

O Hopi Hari também citou, em seu posicionamento inicial, um parecer recente do Ministério Público relacionado à segurança da atração.

Segundo o parque, o documento aponta a regularidade do funcionamento da Montezum sob a perspectiva da segurança e saúde dos consumidores e menciona protocolos de prevenção, manutenção e segurança operacional.

Além disso, a empresa afirmou que a atração possui sinalização visual e sonora sobre suas características, recomendações e restrições de uso.

VTV News acompanha o caso

O VTV News acompanha os desdobramentos do caso e permanece aberto a novos esclarecimentos das partes envolvidas.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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