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Família denuncia negligência em hotel pet após morte de cachorro

Morte de pug ocorreu horas após ele ser deixado no estabelecimento, em Santos

Um cachorro da raça pug morreu poucas horas após ser deixado em um hotel para pets em Santos, na Baixada Santista. Segundo a família, o animal estava saudável no momento da entrega, e a morte teria sido causada por hipertermia, condição caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal.

Conforme apurado pelo VTV News, o cachorro foi hospedado no local, no Paquetá, porque a família tinha uma viagem ao exterior marcada e, desta vez, não conseguiria levá-lo nem deixá-lo sob cuidados de parentes. A estadia estava prevista para durar 18 dias, período em que o animal permaneceria no estabelecimento.

Bucky tinha seis anos e fazia parte da família desde filhote. Ele era considerado um cão de suporte emocional para uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demandava atenção especial em dias quentes, já que a raça apresenta dificuldades naturais de respiração e de regulação térmica (entenda a seguir).

Viagem cancelada

O hotel escolhido oferecia hospedagem prolongada para cães. Como parte do processo de adaptação, o cachorro passou por um dia de adaptação na semana anterior, etapa exigida pelo estabelecimento, e foi liberado para permanecer após avaliação. O pacote foi pago antecipadamente, incluindo diárias e cuidados básicos.

No dia definitivo, a última segunda-feira (12), o animal foi entregue ao hotel por volta do meio-dia, com ração e itens pessoais. Pouco depois, a família seguiu viagem para a capital paulista, onde embarcaria para fora do país. Nas primeiras horas, imagens enviadas pelo hotel mostravam o cachorro aparentemente tranquilo no ambiente.

Horas depois, enquanto aguardavam o horário do voo, os familiares receberam a informação de que o animal havia passado mal e estava sendo levado para atendimento veterinário. Diante da gravidade da situação, a viagem foi imediatamente cancelada e a família retornou a Santos.

Morte após hospedagem

Segundo a engenheira eletricista Rosana Gemignani Cardoso, de 55 anos, o cachorro já deu entrada na clínica em estado crítico. O prontuário médico apontou sinais compatíveis com hipertermia grave, como temperatura corporal acima do normal, alterações respiratórias e cardiovasculares, além de comprometimento neurológico.

Mesmo com a adoção de protocolos de emergência, incluindo resfriamento controlado, suporte respiratório e medicação, o animal sofreu uma parada cardiorrespiratória no início da noite e não resistiu. Rosana afirma que os horários informados pelo hotel não coincidem com os registros clínicos do atendimento.

Diante da situação, os responsáveis acionaram a polícia ao chegarem à clínica veterinária e registraram um boletim de ocorrência. “Eu deixei ele ao meio-dia e às 17h30 ele morreu”, relembra a tutora. O VTV News entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), mas ainda não obteve retorno.

Cuidados com o calor

“Eles tinham que ter levado o Bucky para o ar-condicionado e me garantiram que [levariam], mas funcionários me disseram que não tinha ar-condicionado nenhum”, disse Rosana. Além disso, a tutora relata que comentários sobre o caso teriam sido removidos das redes sociais do hotel após a repercussão (leia abaixo).

Segundo a tutora, imagens que mostravam cachorros sendo refrescados no hotel chegaram a ser compartilhadas, mas foram apagadas pouco tempo depois. A família afirma ter registros de tela que comprovam a publicação e a exclusão do conteúdo (veja a seguir).

Embora o valor pago pela hospedagem tenha sido devolvido, a família considera que a medida não repara a perda sofrida. Além de buscar reparação judicial, a família diz esperar que o caso sirva de alerta para outros tutores e para as autoridades sobre a importância da fiscalização de hotéis para animais, especialmente no calor.

“Se você não tiver ar-condicionado, o mais importante é garantir ventilação natural, com janelas abertas, ventiladores e áreas resfriadas, como toalhas úmidas ou geladas e tapetinhos que ajudam a reduzir a temperatura do ambiente. Isso é o ideal. E, mesmo quando há ar-condicionado, é fundamental tomar cuidado com choques térmicos”, explicou o médico veterinário Paulo Castelain, à VTV, afiliada do SBT.

O que diz o hotel?

Leia, a seguir, a nota do hotel na íntegra

O Clube Auau vem a público esclarecer, com profundo pesar, os fatos relacionados ao falecimento do cão Bucky, ocorrido no dia 12 de janeiro. Conhecemos o Bucky no dia 8 de janeiro, quando iniciou sua adaptação no clube em que esteve o dia inteiro participando da rotina do clube com interações e descanso, além de ficar no mesmo ambiente em que esteve no dia do ocorrido, sem qualquer intercorrência.

No dia 12 de janeiro, Bucky deu entrada ao meio-dia. Ao longo da tarde, realizou suas atividades habituais: foi ao quintal coberto, brincou, alimentou-se, descansou e interagiu com outros cachorros. Devido às altas temperaturas que atingem a região, o ambiente contava com medidas preventivas padrão adotadas pela empresa, incluindo dois ventiladores ligados, esguichos de água nas paredes e o chão constantemente molhado, visando a redução do calor e o conforto térmico dos animais.

Ocorre que, por volta das 17h30, Bucky apresentou um mal súbito, que foi detectado pela equipe que agiu imediatamente iniciando os primeiros socorros com procedimentos de resfriamento do Bucky e encaminhamento urgente ao atendimento veterinário em clínica próxima ao clube. O animal chegou à clínica às 17h50 onde já teve atendimento emergencial e todos os protocolos médicos foram realizados, porém, infelizmente, veio a óbito.

O clube Auau atua há quase uma década no cuidado diário de cães, atendendo cerca de 50 animais por dia, incluindo diversos cães braquicefálicos, e nunca havia registrado ocorrência semelhante. Ressaltamos que, no mesmo dia, haviam outros animais que permaneceram no mesmo local, sob as mesmas condições ambientais e de manejo, e todos se encontram bem e saudáveis.

Lamentamos profundamente a perda de Bucky e nos solidarizamos com seus tutores neste momento de dor. A empresa permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários e reforça seu compromisso com o bem-estar, a segurança e o cuidado responsável de todos os animais sob sua responsabilidade.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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