O homem baleado após confronto com a Polícia Militar (PM), nesta terça-feira (24), utilizava um falso atestado de óbito para se passar por morto desde o ano passado. Segundo a corporação, ele foi localizado após denúncia anônima sobre a presença de um procurado pela Justiça em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
Como já noticiado, o caso aconteceu por volta das 12h46, na Avenida Gilberto Fouad Beck, no bairro Vila Mirim. Equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque patrulhavam a região quando foram acionadas e encontraram o suspeito dirigindo um carro, em direção à praia. A PM relata que o homem exibiu uma pistola 9mm aos agentes.
Segundo o tenente João Marcos, durante o confronto com a Rota, o homem foi baleado e desarmado. Na sequência, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro, mas a morte foi constatada ainda no local. Nenhum dos policiais envolvidos na ocorrência ficou ferido.

Falsa identidade
A identidade dele ainda não foi confirmada oficialmente, no entanto, segundo a polícia, o trabalho de inteligência apontou que ele constava como morto desde novembro passado, após a própria família emitir um falso atestado de óbito por infarto, como estratégia para dificultar sua localização e escapar da Justiça.
De acordo com a PM, o homem tinha passagens pelos crimes de roubo, receptação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de arma e ainda precisava cumprir sete anos de prisão. Ele atuava em uma facção criminosa utilizando documento falso e era conhecido pelo apelido “Drogba”.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que o caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e que as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos serão analisadas. Durante a ocorrência, o trânsito chegou a ser interditado em um trecho da via, mas foi liberado posteriormente.
