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Homem diz que matou corretor em Praia Grande por medo de ter caso descoberto pela esposa

Suspeito diz que aceitou se encontrar com corretor em construção para "colocar fim ao relacionamento extraconjugal"
Homem diz que matou corretor em Praia Grande por medo de ter caso descoberto pela esposa

O eletricista de 48 anos preso por matar o corretor de imóveis Vanderlei Guanais Mineiro, de 63, em Praia Grande, afirmou à polícia que mantinha um relacionamento secreto com a vítima. Segundo o depoimento, eles se conheceram há cerca de cinco anos e passaram a ter encontros há dois, mas a relação continuou mesmo após tentativas de encerrá-la.

Vanderlei foi encontrado morto no banheiro de um prédio em construção, no bairro Vila Tupi, no último domingo (9). Imagens de câmeras de monitoramento mostram o suspeito, Cassius Maximiliano Brancatti, deixando o local do crime poucos minutos depois da entrada da vítima. Ele foi preso em casa, no bairro Nova Mirim, nesta terça-feira (11).

Conforme apuração do VTV News, Cassius é casado e tem filhos. Ele relatou que, há cerca de um ano, vinha tentando pôr fim ao relacionamento extraconjugal com Vanderlei, mas era constantemente ameaçado. Segundo contou à polícia, a vítima dizia que revelaria o caso à esposa caso o envolvimento terminasse, o que o fez continuar cedendo aos encontros.

Suspeito diz que foi chamado para um último encontro sexual

No interrogatório, o investigado contou que os dois mantinham contato frequente e que, dias antes, Vanderlei insistia em marcar um novo encontro. A vítima teria enviado mensagens chamando-o para o empreendimento onde trabalhava, e ele aceitou comparecer na manhã de domingo (9), alegando que pretendia encerrar o relacionamento de forma definitiva.

Então, o eletricista disse que foi ao local com o próprio carro e estacionou em uma rua próxima para evitar ser visto. Contou que, ao chegar, foi recebido por Vanderlei, que o convidou para tomar café. Em seguida, subiram para o primeiro andar do prédio em construção, onde, segundo o depoimento, a vítima teria sugerido uma relação sexual.

Cassius afirmou que foram até o banheiro a pedido de Vanderlei e, naquele momento, começou a ser apalpado. Disse ter pedido que ele parasse múltiplas vezes, mas não foi atendido. Ainda conforme o relato, empurrou o corretor, que reagiu com provocações – como “Virou machinho agora?” – e tentou insistir na relação.

Encontro terminou em briga e morte dentro da obra

Ainda segundo depoimento, a vítima então teria sacado uma faca do bolso e partido em direção ao suspeito, iniciando uma luta corporal. Cassius afirmou que tentou se defender, conseguiu tomar a arma e, durante o confronto, foi atingido por um soco e um chute. Na sequência, disse ter golpeado Vanderlei no pescoço. O banheiro ficou coberto de sangue.

Após o crime, o eletricista levou a faca, dois celulares e uma mochila que, segundo ele, continha um gel lubrificante e uma camisinha (veja abaixo). O corpo foi encontrado na manhã seguinte por um funcionário da obra, que acionou a Polícia Militar (PM). Câmeras de segurança do entorno registraram o momento em que o suspeito entrou e saiu do prédio.

Corretor é assasinado em prédio e suspeito foge com mochila da vítima em Praia Grande
Corretor é assassinado em prédio e suspeito foge com mochila da vítima em Praia Grande – Foto: Polícia Civil

O caso foi inicialmente registrado como latrocínio [roubo seguido de morte], já que o autor havia deixado o local com a mochila e outros pertences da vítima. No entanto, após novas diligências e o depoimento do investigado, a polícia passou a tratar o crime como homicídio doloso qualificado, motivado por um desentendimento de natureza passional.

Polícia aponta motivação passional e prende suspeito

Durante as buscas, os agentes localizaram o veículo usado por Cassius e recuperaram os objetos subtraídos, descartados em um bueiro. A investigação apontou que o crime ocorreu após uma discussão relacionada ao relacionamento que os dois mantinham.

O suspeito está preso temporariamente e responderá por homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), mas, até o momento, não obteve retorno. A reportagem também não conseguiu localizar a defesa de Cassius, mas o espaço segue aberto para manifestação.


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Autor

  • Renan da Paz

    Estudante de Jornalismo na Universidade Santa Cecília, cursando o último semestre. Atua no jornalismo há dois anos, com experiência em TV (apresentação, reportagem, direção e roteirização), projetos digitais e produção multimídia. Já trabalhou em assessoria de imprensa, revistas eletrônicas e como repórter web do VTV News.

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