O inspetor de alunos de 35 anos, identificado como Marcelo Pinheiro da Silva e investigado por suspeita de estuprar duas crianças de 5 anos, foi preso na noite desta quinta-feira (6), em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), o homem foi encontrado pela Força Tática após pular o muro de uma residência no bairro Belas Artes.
A corporação foi acionada por volta das 22h50, por meio do Centro de Operações (Copom). Os policiais foram até a Rua Eliseu Visconti, fizeram a averiguação do imóvel e identificaram as pessoas que estavam no local. Durante a consulta aos dados dos presentes, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto.
“O indivíduo estaria sendo citado em denúncias e registros recentes apresentados por familiares de alunos de uma instituição de ensino onde ele exerceria a função de inspetor. Segundo as informações repassadas, os relatos estariam relacionados a possíveis crimes contra a dignidade sexual”,
informou a corporação.
Como havia uma ordem judicial relacionada ao crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, o suspeito recebeu voz de prisão. Ainda de acordo com a PM, ele foi levado ao Distrito Policial (DP) da cidade, onde a captura foi formalizada, e permaneceu preso, à disposição da Justiça.
Por que ele foi preso?
Conforme noticiado anteriormente, o homem é investigado por estupro de vulnerável em uma escola no bairro Balneário Gaivota, onde trabalhava como inspetor de alunos. Os casos teriam ocorrido durante o mês de julho e, segundo relatos, as vítimas teriam sido ameaçadas para que não contassem às famílias o que havia acontecido.
Em nota, a Prefeitura de Itanhaém, por meio da Secretaria de Educação, informou que afastou o servidor preventivamente e instaurou um processo administrativo para apurar os fatos.
A pasta também afirmou que colocou à disposição da Polícia Civil as imagens do sistema de monitoramento da escola e os relatórios técnicos da unidade. Segundo a administração, as famílias envolvidas recebem suporte e acolhimento, e a prefeitura repudia qualquer conduta que atente contra a integridade dos alunos.
As investigações são conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias das denúncias. Como o caso envolve jovens e tramita sob segredo de justiça, detalhes do inquérito não foram divulgados pelas autoridades. A defesa do suspeito não foi localizada.
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
Casos de violência física, psicológica, ameaças, abuso, violações de direitos ou situações que coloquem crianças e adolescentes em risco podem ser denunciados por diferentes canais de atendimento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. Os principais canais são:
- Disque 100 – serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos;Polícia Militar – pelo telefone 190, em casos de emergência;
- Polícia Civil – presencialmente em delegacias;
- Conselho Tutelar – responsável por acompanhar situações que envolvam menores;
- Delegacias especializadas como as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e unidades de proteção à criança e ao adolescente.
Segundo especialistas, denúncias podem ser fundamentais para interromper ciclos de violência, garantir proteção às vítimas e auxiliar investigações. Mesmo em casos de suspeita ou quando não há confirmação dos fatos, informações podem contribuir para o acionamento da rede de proteção.
