Antes de ser assassinada, a jovem Geovana Stefany Trajano, de 19 anos, morta a tiros em Itanhaém, no litoral de São Paulo, estava planejando o aniversário de um ano da filha. A informação foi confirmada pela mãe Pollyana Trajano, durante o velório nesta sexta-feira (19), na capital paulista. O principal suspeito está desaparecido.
À imprensa, Pollyana descreveu a filha como uma jovem feliz. “A Geovana era uma garota totalmente alegre, feliz, extrovertida, brincava com todo mundo, conversava, tinha um monte de amigos. Era a menina mais comunicativa da turma”, afirmou. Segundo ela, o comportamento do genro mudou ao longo do relacionamento.
“Ele não aparentava ser assim no começo, esse monstro que ele se tornou. Minha filha estava fazendo planos para começar a faculdade de estética, estava organizando o aniversário de um ano da [bebê] e até o aniversário [do suspeito]”, disse a mãe. Depois do crime, na quarta-feira (18), o jovem, de 18 anos, não foi mais visto.
Suicídio descartado
Geovana foi morta no bairro São Fernando. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), o corpo foi encontrado no quintal da chácara onde o casal morava. O suspeito teria dito ao irmão que a jovem atirou contra a própria cabeça e que ele tentou socorrê-la, mas deixou o local antes da chegada da Polícia Militar (PM).
Quando os agentes chegaram ao imóvel, por volta das 19h38, encontraram a vítima caída próxima à porta de entrada, com ferimento na região da nuca. Dentro da casa, foi apreendida uma espingarda artesanal calibre 28. A bebê do casal, de oito meses, estava sozinha em um dos quartos e ficou sob os cuidados de familiares.
Segundo a mãe da jovem, o relacionamento era marcado por ciúmes e agressões – na semana anterior ao crime, Geovana teria apresentado hematomas no rosto. “Eu quero que qualquer pessoa que tenha informação avise onde ele está se escondendo, porque isso não pode ficar assim. Hoje foi com a minha filha, e amanhã vai ser com quem? Quantas mais vão precisar morrer?”, declarou Pollyana.

O caso foi registrado como feminicídio no Plantão da Delegacia Seccional de Itanhaém e, até o momento, o suspeito não foi localizado. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) foi procurada pelo VTV News e informou que as “diligências seguem em andamento para o esclarecimento dos fatos e localização do investigado”.
Como denunciar casos de violência contra a mulher
- Disque 190 – Polícia Militar
- Disque 180 – Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher
- Disque 181 – Disk Denúncia
- Delegacias de Defesa da Mulher – https://www.spportodas.sp.gov.br/sp-por-todas/seguranca_mulher/delegacias_da_mulher
- Delegacia Eletrônica da Polícia Civil – delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br/ssp
- Atendimento presencial em delegacias da polícia e salas DDM Online – https://prefeitura.sp.gov.br/web/direitos_humanos/w/mulheres/rede_de_atendimento/2096