A menina Elisa Sofia Ramalho Lipa, de 4 anos, foi sepultada na tarde de terça-feira (20), no Cemitério Municipal de Araras, no interior de São Paulo. Ela morreu após um ataque a tiros contra o carro do pai, Breno Ramalho da Fonseca Lipa, de 20 anos, na noite de segunda-feira (19). A Polícia Civil investiga o caso como execução e busca identificar os dois homens que estavam em uma motocicleta. Enquanto isso, o pai da menina segue internado em estado grave e intubado na Santa Casa de Araras.
O VTV da Gente apurou que os criminosos efetuaram pelo menos sete disparos contra o veículo. Dois tiros atingiram Elisa, enquanto outros cinco feriram Breno. Agora, a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de monitoramento e pretende examinar o celular do jovem para reunir informações que ajudem a esclarecer o crime. Até a última atualização, os investigadores não haviam prendido nenhum suspeito.
Sepultamento reúne familiares e amigos
Familiares e pessoas próximas se reuniram na tarde de terça-feira para se despedir de Elisa. Durante o sepultamento, uma pessoa que conviveu com a menina relembrou momentos ao lado dela e destacou sua alegria e inteligência.
Segundo o padrinho, Breno levava a filha para encontrar a mãe quando os criminosos atacaram o veículo. Os pais não moravam juntos.
Após a morte da criança, familiares e pessoas próximas passaram a pedir justiça nas redes sociais. Além disso, pessoas que acompanham o caso alertam para a importância de não responsabilizar Elisa por eventuais erros ou pelo histórico do pai.
Relembre o caso:
Ataque a tiros ocorreu na zona leste de Araras
O crime aconteceu por volta das 23h de segunda-feira (19), na Avenida Augusta Viola da Costa, no Jardim Costa Verde, região leste de Araras. Breno dirigia um Volkswagen Parati branco e transportava a filha no banco traseiro.
Durante o trajeto, dois homens em uma motocicleta perseguiram o automóvel. Em seguida, os suspeitos emparelharam com o carro e abriram fogo contra o motorista.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, as imagens indicam que o garupa efetuou os disparos e atingiu também a criança. A Polícia Civil ainda busca esclarecer a participação de cada suspeito na ação.
Mesmo ferido, Breno retirou Elisa do veículo e procurou ajuda. A equipe médica recebeu a menina, mas não conseguiu reverter o quadro. Já o pai seguiu para a Santa Casa de Araras, onde permanece em estado grave.
Polícia analisa câmeras e celular do pai
A Polícia Civil instaurou um inquérito para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do ataque. Para avançar nas investigações, os agentes contam com o apoio da Guarda Municipal na análise das imagens de monitoramento da cidade, que dispõe de mais de 12 câmeras instaladas.
Além disso, os investigadores pretendem examinar o celular de Breno, que permaneceu no local do crime. O aparelho pode conter informações úteis para reconstruir os acontecimentos anteriores aos disparos e ajudar a polícia a identificar os envolvidos.
Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes dos suspeitos. A investigação também busca esclarecer se os dois ocupantes da motocicleta participaram diretamente dos disparos ou exerceram funções diferentes durante o ataque.
Polícia investiga possível relação com tráfico de drogas
Outra frente da investigação busca esclarecer a motivação do crime. Entre as hipóteses consideradas pela Polícia Civil está uma possível ligação com o tráfico de drogas ou com uma facção criminosa. No entanto, os investigadores ainda não confirmaram essa relação.
Segundo o delegado, Breno tinha antecedentes policiais e havia deixado recentemente o sistema prisional. A VTV News apurou que o jovem foi preso por tráfico de drogas aos 18 anos. Agora, a polícia investiga se esse histórico tem relação com o ataque.
Durante as diligências, os agentes também encontraram uma porção de substância identificada como cocaína dentro do carro. De acordo com o delegado, a quantidade não seria suficiente, a princípio, para caracterizar tráfico de drogas.
A Polícia Civil continua apurando se Breno era o alvo principal dos criminosos e como Elisa acabou atingida durante a ação. Enquanto os investigadores analisam as imagens e buscam novas evidências, nenhum suspeito havia sido preso até a última atualização.
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