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Menina morta em ataque a tiros em Araras é sepultada; polícia investiga execução

Menina de 4 anos morre após ataque a tiros contra carro do pai em Araras Elisa Sofia estava no veículo com Breno Ramalho, de 20 anos, quando dois homens em uma motocicleta efetuaram diversos disparos; jovem segue internado em estado grave Luana Gasparetto 21/10/2026 | 11:15 Uma menina de quatro anos morreu após um ataque a tiros contra o carro em que estava com o pai, Breno Ramalho, de 20 anos, na noite de segunda-feira, na região leste de Araras, no interior de São Paulo. A polícia investiga a hipótese de que dois homens em uma motocicleta tentaram matar o jovem. Os disparos também atingiram a criança. Breno recebeu atendimento médico e continua internado em estado grave na Santa Casa de Araras. Até a última atualização, a polícia ainda não havia identificado os suspeitos. Dupla em motocicleta perseguiu o carro Breno dirigia um Volkswagen Parati branco e transportava a filha, Elisa Sofia, no banco traseiro. Durante o trajeto, ele percebeu que dois homens em uma motocicleta escura o seguiam. ? Participe dos canais VTV News no WhatsApp Ao chegar a uma rotatória que dá acesso à Avenida Augusta Viola da Costa, o motorista encontrou a dupla. Os suspeitos emparelharam a moto com o automóvel e dispararam diversas vezes contra o veículo. A perícia compareceu ao local e recolheu cápsulas e outros vestígios para auxiliar nas investigações. Até o momento, as autoridades não haviam divulgado o número exato de tiros disparados contra o carro. Pai retirou a filha do veículo e buscou socorro Mesmo ferido, Breno saiu do automóvel, retirou Elisa do banco traseiro e correu pela avenida em busca de ajuda. Funcionários de um posto de combustíveis próximo confirmaram que o jovem chegou ao estabelecimento carregando a menina nos braços e pedindo socorro. Uma pessoa que passava pela região ajudou a socorrer pai e filha e os levou a uma unidade particular de saúde. A equipe médica prestou os primeiros atendimentos, mas Elisa não resistiu aos ferimentos. Após o atendimento inicial, Breno seguiu para a Santa Casa de Araras. Segundo as informações divulgadas durante a cobertura do caso, ele permanecia intubado e em estado grave. Polícia busca suspeitos e apura a motivação A polícia trabalha com a hipótese de que os criminosos pretendiam atingir Breno. No entanto, os investigadores ainda precisam esclarecer o que motivou o ataque. As autoridades buscam informações sobre os acontecimentos anteriores aos disparos e possíveis conflitos envolvendo o jovem. Até a última atualização, a investigação não havia confirmado a motivação do crime. A polícia também procura identificar os dois homens que ocupavam a motocicleta. Depoimentos de testemunhas e imagens gravadas por pessoas que passavam pela região podem ajudar os investigadores a reconstruir a ação e localizar os suspeitos. Polícia encontra armas e R$ 109 mil com homem registrado como CAC em Piracicaba Cachorra é chutada em elevador de condomínio e tutor acaba preso em Santa Bárbara Quem eram os três jovens que morreram em acidente na Norte-Sul, em Campinas Moradores ouviram os disparos Durante a cobertura do caso, a equipe de reportagem encontrou marcas de sangue e fragmentos de vidro na avenida onde ocorreu o ataque. Moradores da região relataram que ouviram os tiros durante a noite. Alguns disseram que só descobriram o que havia acontecido no dia seguinte. O crime também despertou preocupação com a segurança no bairro. Os relatos dos moradores apontam para uma sensação de insegurança, mas a investigação ainda precisa esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar os responsáveis. A morte de Elisa e o estado grave do pai mobilizam a atenção para o caso, que segue sem esclarecimento sobre a motivação e sem a identificação dos suspeitos

A menina Elisa Sofia Ramalho Lipa, de 4 anos, foi sepultada na tarde de terça-feira (20), no Cemitério Municipal de Araras, no interior de São Paulo. Ela morreu após um ataque a tiros contra o carro do pai, Breno Ramalho da Fonseca Lipa, de 20 anos, na noite de segunda-feira (19). A Polícia Civil investiga o caso como execução e busca identificar os dois homens que estavam em uma motocicleta. Enquanto isso, o pai da menina segue internado em estado grave e intubado na Santa Casa de Araras.

O VTV da Gente apurou que os criminosos efetuaram pelo menos sete disparos contra o veículo. Dois tiros atingiram Elisa, enquanto outros cinco feriram Breno. Agora, a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de monitoramento e pretende examinar o celular do jovem para reunir informações que ajudem a esclarecer o crime. Até a última atualização, os investigadores não haviam prendido nenhum suspeito.

Sepultamento reúne familiares e amigos

Familiares e pessoas próximas se reuniram na tarde de terça-feira para se despedir de Elisa. Durante o sepultamento, uma pessoa que conviveu com a menina relembrou momentos ao lado dela e destacou sua alegria e inteligência.

Segundo o padrinho, Breno levava a filha para encontrar a mãe quando os criminosos atacaram o veículo. Os pais não moravam juntos.

Após a morte da criança, familiares e pessoas próximas passaram a pedir justiça nas redes sociais. Além disso, pessoas que acompanham o caso alertam para a importância de não responsabilizar Elisa por eventuais erros ou pelo histórico do pai.

Relembre o caso:

Ataque a tiros ocorreu na zona leste de Araras

O crime aconteceu por volta das 23h de segunda-feira (19), na Avenida Augusta Viola da Costa, no Jardim Costa Verde, região leste de Araras. Breno dirigia um Volkswagen Parati branco e transportava a filha no banco traseiro.

Durante o trajeto, dois homens em uma motocicleta perseguiram o automóvel. Em seguida, os suspeitos emparelharam com o carro e abriram fogo contra o motorista.

De acordo com o delegado responsável pela investigação, as imagens indicam que o garupa efetuou os disparos e atingiu também a criança. A Polícia Civil ainda busca esclarecer a participação de cada suspeito na ação.

Mesmo ferido, Breno retirou Elisa do veículo e procurou ajuda. A equipe médica recebeu a menina, mas não conseguiu reverter o quadro. Já o pai seguiu para a Santa Casa de Araras, onde permanece em estado grave.

Polícia analisa câmeras e celular do pai

A Polícia Civil instaurou um inquérito para identificar os responsáveis e esclarecer as circunstâncias do ataque. Para avançar nas investigações, os agentes contam com o apoio da Guarda Municipal na análise das imagens de monitoramento da cidade, que dispõe de mais de 12 câmeras instaladas.

Além disso, os investigadores pretendem examinar o celular de Breno, que permaneceu no local do crime. O aparelho pode conter informações úteis para reconstruir os acontecimentos anteriores aos disparos e ajudar a polícia a identificar os envolvidos.

Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes dos suspeitos. A investigação também busca esclarecer se os dois ocupantes da motocicleta participaram diretamente dos disparos ou exerceram funções diferentes durante o ataque.

Polícia investiga possível relação com tráfico de drogas

Outra frente da investigação busca esclarecer a motivação do crime. Entre as hipóteses consideradas pela Polícia Civil está uma possível ligação com o tráfico de drogas ou com uma facção criminosa. No entanto, os investigadores ainda não confirmaram essa relação.

Segundo o delegado, Breno tinha antecedentes policiais e havia deixado recentemente o sistema prisional. A VTV News apurou que o jovem foi preso por tráfico de drogas aos 18 anos. Agora, a polícia investiga se esse histórico tem relação com o ataque.

Durante as diligências, os agentes também encontraram uma porção de substância identificada como cocaína dentro do carro. De acordo com o delegado, a quantidade não seria suficiente, a princípio, para caracterizar tráfico de drogas.

A Polícia Civil continua apurando se Breno era o alvo principal dos criminosos e como Elisa acabou atingida durante a ação. Enquanto os investigadores analisam as imagens e buscam novas evidências, nenhum suspeito havia sido preso até a última atualização.

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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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