No nono dia do julgamento pelo caso da morte do menino Henry Borel, Monique Borel prestou depoimento nesta terça-feira (2). O garoto, de apenas quatro anos, morreu vítima de espancamento, com lesões e hemorragia interna.
Durante o depoimento, Monique Medeiros pediu para que Jairinho saísse da sala. Foi relembrado um fato ocorrido depois em que Henry esteve com o pai biológico, Leniel Borel. De acordo com ela, Leniel contou que o menino afirmou ter sentido um “abraço apertado” dado por Jairo.
Monique contou que, depois do ocorrido, orientou Jairo a não repetir o gesto e passou a impedir que Henry ficasse sozinho com ele. Na época, porém, interpretou a situação como uma reação de ciúmes por parte do pai da criança.
Em depoimento prestado na última sexta-feira (29), que avançou pela madrugada do dia seguinte, Leniel Borel relatou ter observado marcas no nariz e na perna do filho. Segundo ele, Henry não explicou como os ferimentos haviam surgido.
O pai contou que, durante o trajeto até a casa da mãe, momentos antes do ocorrido, o menino demonstrava nervosismo e chegou a apresentar ânsia de vômito. Leniel informou ter interrompido a viagem de carro e feito uma pausa até a criança se acalmar.
Já a babá que cuidava de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, afirmou ter sido coagida por Monique e por uma assessora de Jairinho, que a levaram a um escritório de advocacia para receber orientações sobre como deveriam se posicionar publicamente após a morte da criança
Segundo o depoimento dado no último domingo (31), ela teria recebido instruções para excluir mensagens do celular e sustentar que a relação dentro da família era tranquila. Thayná também relatou ter sofrido pressão para dar entrevistas em defesa do casal.
Nas próximas horas, o ex-vereador dará sua versão ao júri.