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Vítima baleada em ataque a haras em Campinas não reconhece atiradores

Sobrevivente prestou novo depoimento à polícia; principal suspeito também foi ouvido e negou participação no crime

A mulher que sobreviveu ao ataque que matou o caseiro Hércules Santiago, de 50 anos, em uma propriedade rural de Campinas, prestou novo depoimento à Polícia Civil. Durante a oitiva, Beatriz Correia afirmou que não reconhece nenhum dos dois homens que invadiram a residência e atiraram contra o casal. A declaração pode ajudar os investigadores a esclarecer o envolvimento de Abdias Nogueira Ramos, apontado inicialmente como principal suspeito. Nesta terça-feira (6), ele compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e prestou depoimento.

Sobrevivente relata o que viu durante ataque

Beatriz contou aos investigadores que não conhecia os dois homens que entraram na residência e efetuaram os disparos. Como estava no local durante o crime, o relato dela pode ajudar a polícia a reconstruir a dinâmica da invasão.

Na ocasião, os criminosos entraram na casa e atiraram contra Hércules. Os disparos mataram o caseiro.

Além disso, um tiro atingiu Beatriz no abdômen. Naquele momento, ela segurava a filha, de aproximadamente um ano de idade. Felizmente, a criança não sofreu ferimentos.

Depois de receber atendimento médico, Beatriz conseguiu se recuperar e voltou a prestar esclarecimentos à Polícia Civil sobre o ataque.

Abdias nega participação no crime

Abdias Nogueira Ramos, que mantinha desavenças com Hércules, compareceu à delegacia nesta terça-feira (6) acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, ele negou qualquer participação no assassinato.

Segundo Abdias, ele não sabe quem cometeu o crime nem conhece a possível motivação dos atiradores. Além disso, o homem afirmou que possui elementos que podem demonstrar que não estava na propriedade no momento do ataque.

No entanto, a Polícia Civil ainda investiga o possível envolvimento dele no caso. Agora, os investigadores devem verificar se Abdias realmente não participou da execução ou se teve algum papel na organização do crime.

Até o momento, a polícia não confirmou a participação dele no homicídio.

Relembre o caso:

Hércules e Abdias tinham histórico de conflitos

Durante o depoimento, Abdias confirmou que mantinha uma relação de conflito com Hércules. Os dois chegaram a registrar boletins de ocorrência um contra o outro.

Os registros mencionam, entre outros pontos, ameaças e desentendimentos entre os dois.

Além disso, a disputa envolvia a permanência de Hércules na propriedade onde trabalhava como caseiro. Segundo as informações apuradas pela reportagem, ele buscava na Justiça o reconhecimento de direitos relacionados ao trabalho que exercia no local.

Com o passar do tempo, os conflitos aumentaram e os dois passaram a trocar acusações, ameaças e ofensas. As circunstâncias fazem parte da investigação, mas a polícia ainda não confirmou uma relação direta entre as desavenças e o assassinato.

Polícia investiga possível mandante

Agora, a Polícia Civil analisa os depoimentos e demais elementos reunidos no inquérito para descobrir quem participou da invasão e qual foi a motivação do crime.

Nesse contexto, o relato de Beatriz ganha importância para a investigação. A sobrevivente afirma que não reconhece os dois homens que entraram na residência, o que pode ajudar os investigadores a separar a identidade dos executores de outras possíveis participações no crime.

Por outro lado, a polícia também deve analisar as declarações de Abdias e os elementos que, segundo ele, podem comprovar que estava em outro local no momento do ataque.

Portanto, embora Abdias negue participação, os investigadores ainda não encerraram a apuração sobre o possível envolvimento dele no caso.

Relembre o ataque em Campinas

Hércules Santiago trabalhava como caseiro na propriedade rural onde ocorreu o crime. Na ocasião, dois homens entraram na residência e atiraram contra ele e Beatriz.

Os disparos mataram Hércules. Já Beatriz sofreu um ferimento no abdômen e precisou de atendimento médico. A filha do casal estava no colo da mãe durante o ataque, mas não sofreu ferimentos.

A Polícia Civil continua investigando o homicídio para identificar os responsáveis pelos disparos e esclarecer a possível motivação do crime.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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