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“Macaca macumbeira”: Mulher é presa por ofensas racistas em Americana

Vítima foi atingida com pedaço de madeira durante confusão; caso será investigado por lesão corporal, injúria racial e intolerância religiosa
Mulher detida em Americana por agressão e injúria racial contra vizinha no bairro Vila Belvedere.

Uma mulher de 45 anos foi presa em flagrante na noite de terça-feira (3), em Americana (SP), após agredir fisicamente uma vizinha e ser acusada de proferir ofensas de cunho racista e religioso.

O caso foi registrado na Vila Belvedere, por volta das 19h, durante atendimento da Polícia Militar, acionada via COPOM.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a equipe policial relatou ter flagrado a investigada correndo em direção à vítima com um sarrafo de madeira, desferindo golpes que resultaram em ferimentos. A agressora foi imobilizada e o objeto foi apreendido como evidência. A vítima foi socorrida ao Hospital Municipal de Americana, com queixas de dores no tórax. O documento aponta que a abordagem foi registrada pelas câmeras corporais dos agentes.

De acordo com os depoimentos colhidos no plantão, a testemunha que acompanhava a ocorrência afirmou ter ouvido a suspeita proferir termos como “macaca” e “macumbeira”, além da frase “hoje vai todo mundo pro cemitério”, no momento em que avançava com o objeto.

A vítima declarou ainda que foi atingida por socos e puxões de cabelo, além de golpes com o sarrafo, mesmo diante dos policiais. O exame de corpo de delito foi encaminhado pelas autoridades.

Mulher detida em Americana por agressão e injúria racial contra vizinha no bairro Vila Belvedere.
Mulher é presa por agressão e ofensas racistas contra vizinha em Americana (Foto: Reprodução)

Investigada nega ofensas

Ouvida em sede policial com presença de advogado, a mulher detida negou ter cometido qualquer injúria racial ou religiosa, sustentando que reagiu após ser supostamente ameaçada com uma faca.

Segundo sua versão, o conflito teria origem em desentendimentos anteriores por questões de convivência no imóvel vizinho. A defesa citou ainda testemunhas que não estavam presentes no momento do depoimento.

A autoridade de plantão apontou indícios de autoria e materialidade, validando a prisão em flagrante e encaminhando a investigada à audiência de custódia, com os devidos prazos para eventual representação. Conforme apurado pela redação, a suspeita foi contida no local com uso de algemas e liberada após audiência de custódia realizada na manhã seguinte.

No Brasil, a injúria racial tem pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.

Desde a Lei nº 14.532/2023, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo, com as penas:

  • Reclusão de 2 a 5 anos + multa
  • Crime imprescritível
  • Inafiançável
  • Ação penal pública incondicionada (o Ministério Público pode denunciar mesmo sem representação da vítima)


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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