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Mulher é presa por injúria racial contra ex-companheira em Limeira

Suspeita de 29 anos também é investigada por danificar cinco veículos; segundo a vítima, as ofensas foram motivadas pela cor da pele

Uma mulher de 29 anos foi presa em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira, no interior de São Paulo, suspeita de cometer injúria racial contra a ex-companheira, de 32 anos. Além disso, a ocorrência envolve danos a cinco veículos estacionados nas proximidades de uma residência.

Segundo o depoimento da vítima à polícia, as ofensas relacionadas à cor da pele ocorreram após um desentendimento entre as duas. Após a abordagem, os guardas levaram a suspeita à delegacia, onde a polícia registrou a prisão em flagrante por injúria racial.

Mulher danifica cinco veículos

A GCM recebeu informações sobre uma mulher alterada que estaria danificando veículos na região. Por isso, uma equipe seguiu até o endereço. Ao chegar, os agentes encontraram a suspeita contida por outros guardas e por pessoas que estavam no local.

Na sequência, os guardas identificaram cinco veículos danificados: um Chevrolet Corsa, um Peugeot 206, um Honda City, um Honda Civic e um Honda Fit. Entre eles, o Honda Civic sofreu os danos mais expressivos. O carro pertence a uma mulher de 51 anos, amiga da ex-companheira da suspeita.

De acordo com os relatos registrados na ocorrência, a mulher atingiu os automóveis antes de proferir as ofensas raciais. Agora, a perícia deve avaliar a extensão dos prejuízos.

Vítima relata ofensas racistas

Em depoimento, a mulher de 32 anos contou que encerrou o relacionamento com a suspeita cerca de oito meses antes. Na noite da ocorrência, ela estava na casa de um conhecido quando a ex-companheira chegou ao imóvel.

A princípio, segundo a vítima, a mulher agiu com tranquilidade. No entanto, pouco depois, deixou a residência e começou a danificar os carros estacionados nas proximidades. Em seguida, passou a dirigir ofensas racistas contra a ex-companheira.

A vítima afirmou que ouviu expressões como “preta suja”, “preta falsa” e “preta não presta”. Além disso, um homem de 38 anos que presenciou a situação relatou ter ouvido a suspeita usar a expressão “preta macaca”.

Um guarda municipal também confirmou ter escutado ofensas relacionadas à raça e à cor da pele. Dessa forma, os relatos de testemunhas reforçaram as informações apresentadas pela vítima.

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Suspeita nega parte das acusações

Em seu depoimento, a mulher de 29 anos apresentou outra versão para o desentendimento. Ela afirmou que, apesar do término, as duas ainda mantinham um envolvimento íntimo e que a ex-companheira teria pedido um encontro.

Segundo a suspeita, ela ficou incomodada ao presenciar demonstrações de carinho entre a ex-companheira e a amiga de 51 anos. Por esse motivo, decidiu deixar a residência.

A mulher também alegou que outras pessoas a impediram de sair do local e que sofreu agressões. Entretanto, conforme as informações divulgadas na reportagem de televisão, os exames médicos realizados após a prisão não identificaram lesões.

Sobre os veículos, a suspeita admitiu ter danificado o carro da amiga da ex-companheira, inclusive o retrovisor. No entanto, afirmou não se lembrar de ter atingido os outros automóveis. Ela também declarou que pretende pagar pelos prejuízos.

Em relação às ofensas, a mulher negou ter usado a expressão “macaca” e afirmou que não teve intenção discriminatória. Apesar disso, confirmou ter chamado a ex-companheira de “preta”.

Polícia apura danos aos veículos

Ainda conforme as informações divulgadas, a suspeita relatou que faz tratamento médico, utiliza medicamentos controlados e consumiu bebida alcoólica naquele dia.

A polícia registrou a prisão em flagrante por suspeita de injúria racial. Enquanto isso, a investigação sobre os danos aos cinco veículos deve esclarecer as circunstâncias do caso e dimensionar os prejuízos causados aos proprietários.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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