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Quem é ‘Pandora’, suspeita de aplicar castigos do PCC no litoral de SP

Polícia aponta que mulher aplicava castigos a integrantes da facção e mantinha registros das punições
Pandora disciplina do PCC presa: Ariane de Pontes Rolim detida por impor regras no crime organizado.

Apontada como uma das responsáveis por impor regras e punições dentro do crime organizado, Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, conhecida como “Pandora”, foi presa no litoral de São Paulo. Segundo a polícia, ela exercia a chamada função de “disciplina” dentro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão ocorreu na última terça-feira (10) no bairro Guapura, em Itanhaém. De acordo com investigadores da Polícia Civil, Ariane também usava o apelido de “Penélope” e teria atuação relevante na região.

A função de “disciplina” dentro do grupo criminoso envolve fiscalizar o cumprimento das regras internas e aplicar punições contra quem descumpre ordens. Conforme a investigação, Pandora seria responsável por determinar castigos a integrantes ou pessoas consideradas em desacordo com decisões da facção.

Punições

Durante o cumprimento do mandado de busca na casa da suspeita, policiais encontraram um caderno com anotações ligadas ao tráfico de drogas. Segundo a polícia, o material indicaria registros da movimentação do comércio ilegal e de outras atividades atribuídas à facção criminosa.

O celular dela também foi apreendido. No aparelho, investigadores localizaram conversas e grupos de mensagens que detalhariam a dinâmica interna da organização e possíveis decisões tomadas por integrantes. Entre os registros analisados, aparecem relatos de conflitos entre membros do grupo, fugas de policiais, invasões de imóveis e cobranças violentas (leia abaixo).

Ariane de Pontes Rolim, a Pandora disciplina do PCC presa, em registro oficial após captura no litoral.
‘Pandora’, líder da disciplina do PCC, é presa no litoral de SP – Foto: reprodução

Em alguns casos, as mensagens indicariam punições físicas contra pessoas que teriam desrespeitado regras impostas pela facção.

Prisão da suspeita

A polícia também identificou diversas tatuagens no corpo de Ariane associadas ao PCC. Uma delas é o símbolo do yin-yang, usado por integrantes para representar o que chamam de equilíbrio entre o “bem” e o “mal”. Outra tatuagem traz a frase “Enquanto não houver justiça para os pobres, não haverá paz para os ricos”.

No momento da prisão, Ariane não apresentou resistência e foi levada à delegacia. Ela apresentava um ferimento próximo ao olho, que, segundo relatou aos policiais, teria sido causado após uma briga familiar. A suspeita também afirmou estar grávida de três meses e deve responder por organização criminosa e associação ao tráfico.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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