A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Porteira Fechada para investigar um servidor público suspeito de receber vantagens indevidas em troca de interferência em procedimentos administrativos. A ação apura possíveis crimes de corrupção e violação de sigilo funcional. Além disso, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e no Distrito Federal.
Mandados foram cumpridos em quatro localidades
A 9ª Vara Federal de Campinas autorizou os mandados. Os policiais cumpriram as ordens em Bragança Paulista, Osasco e São Paulo, além do Distrito Federal.
Além disso, a Justiça Federal determinou o afastamento cautelar do servidor investigado. A PF não informou o nome do suspeito nem o cargo que ele ocupa.
Durante a operação, os policiais apreenderam documentos e dispositivos eletrônicos. Agora, a equipe vai analisar esse material para verificar se outros servidores públicos ou profissionais participaram das possíveis irregularidades.
Operação surgiu a partir de investigação de 2024
A PF iniciou a Operação Porteira Fechada a partir de informações encontradas durante a Operação Crédito Pirata, realizada em 2024.
Naquela ocasião, os investigadores apuraram um esquema no qual um grupo apresentava declarações fraudulentas de compensação de débitos tributários à Receita Federal. Com isso, os suspeitos buscavam reduzir ou quitar dívidas fiscais de forma irregular.
Segundo estimativa divulgada pela PF na época, o esquema poderia envolver até R$ 1 bilhão em fraudes.
Durante a análise desse caso, os investigadores encontraram indícios sobre a possível atuação de um servidor público em procedimentos administrativos.
PF apura acordos tributários
De acordo com a Polícia Federal, o principal alvo da operação teria recebido vantagens indevidas para interceder em processos administrativos.
Além disso, os investigadores encontraram indícios de irregularidades em acordos tributários firmados por empresas com histórico de suspeitas relacionadas a fraudes em compensações fiscais.
A PF agora busca esclarecer se essas empresas conseguiram reduzir seus débitos com o governo de maneira irregular. A corporação também apura se agentes públicos ou outros profissionais interferiram nos procedimentos.
Análise de materiais pode apontar novos envolvidos
A Polícia Federal vai analisar os documentos e equipamentos recolhidos durante as buscas. Dessa forma, os investigadores pretendem identificar novas informações sobre o possível esquema.
A corporação também verifica se outros servidores públicos ou profissionais participaram das condutas investigadas.
Até o momento, a PF não informou a identidade do servidor afastado. A defesa do investigado também não foi localizada. O caso permanece sob investigação.