A Polícia Civil procura o último adolescente suspeito de participar do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. Segundo os investigadores, familiares descobriram o crime após vídeos das agressões circularem nas redes sociais. Com medo de represálias, as famílias deixaram a comunidade onde moravam.
Família descobriu crime pelas redes sociais
Uma irmã de uma das vítimas reconheceu o menino nas imagens compartilhadas na internet e procurou a delegacia para denunciar o caso. O crime aconteceu em 21 de abril, mas as autoridades só receberam a denúncia três dias depois.
Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, moradores pressionaram os familiares para evitar o registro da ocorrência. Após receber a denúncia, os investigadores localizaram as vítimas, recolheram depoimentos e solicitaram exames periciais.
Suspeitos atraíram crianças para imóvel
De acordo com a investigação, os envolvidos conheciam as vítimas e convenceram os meninos a acompanhá-los com a promessa de soltar pipa.
No imóvel, os suspeitos cometeram os abusos e gravaram vídeos das agressões. Conforme a polícia, o adulto preso na Bahia iniciou as filmagens e compartilhou o conteúdo por aplicativos de mensagens.
Os investigadores identificaram cinco envolvidos no crime: quatro adolescentes e um homem de 21 anos.
Polícia investiga divulgação dos vídeos
Além das agressões, a polícia agora tenta descobrir quem espalhou as imagens nas redes sociais. Os agentes também apuram as ameaças feitas contra os familiares das vítimas.
Segundo a investigação, o medo levou algumas famílias a deixarem a comunidade apenas com roupas e objetos pessoais.
A Prefeitura de São Paulo informou que acolheu os familiares em locais protegidos e ofereceu acompanhamento psicológico e assistência social.
Último suspeito segue foragido
Três adolescentes já foram apreendidos, dois na capital paulista e um em Jundiaí. Já Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, acabou preso temporariamente em Brejões, na Bahia.
Agora, equipes da Polícia Civil negociam a rendição do quarto adolescente investigado, que segue foragido.
As autoridades também trabalham para concluir o inquérito e responsabilizar todos os envolvidos no caso.
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar a delegacia mais próxima.