Gustavo de Castro Campos, juiz de direito encontrado morto aos 45 anos em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, construiu uma trajetória de mais de uma década na Magistratura paulista. O magistrado atuava como titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa e também passou por outras cidades do interior do estado.
Natural de Mogi das Cruzes (SP), Gustavo se formou em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Antes de ingressar na Magistratura, ele trabalhou como advogado e também integrou a Polícia Civil do Espírito Santo.
Gustavo ingressou na Magistratura em 2014
Gustavo iniciou a carreira na Magistratura paulista em 2014, como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos.
Depois disso, o magistrado passou pela Comarca de Tambaú e, posteriormente, assumiu a titularidade da 2ª Vara da Comarca de Mococa.
Além da atuação nos processos judiciais, Gustavo também exerceu atividades administrativas dentro do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Em 2026, o Tribunal registrou a indicação do juiz para coordenar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca.
Além disso, registros do TJ-SP relacionam Gustavo a atividades judiciais na região de Santa Cruz das Palmeiras.
Relembre o caso:
- Juiz é encontrado morto em carro em chamas no interior de SP; ele atuava em Mococa
- Retroescavadeira foi usada para conter incêndio que matou juiz no interior
Magistrado atuava na 2ª Vara de Mococa
Gustavo comandava a 2ª Vara da Comarca de Mococa no momento da morte.
A unidade integra a estrutura do TJ-SP e atende processos judiciais do município. Ao longo da carreira, o magistrado acumulou experiência em diferentes funções dentro da Justiça estadual.
Antes de seguir esse caminho profissional, Gustavo também trabalhou na área de segurança pública. Ele integrou a Polícia Civil do Espírito Santo antes de ingressar na Magistratura paulista.
TJ-SP lamentou a morte do juiz
O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou uma nota de pesar nesta quinta-feira (8), após a confirmação da morte do magistrado.
Na manifestação, o TJ-SP destacou a trajetória profissional de Gustavo e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.
Além disso, o Tribunal informou que as autoridades competentes investigam as circunstâncias da morte.
Polícia Civil investiga o caso
Gustavo morreu na noite de quarta-feira (7), dentro de um veículo que pegou fogo em uma área rural de São João da Boa Vista.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista instaurou um inquérito para apurar o caso. O 1º Distrito Policial de São João da Boa Vista registrou a ocorrência como morte suspeita, encontro de cadáver e localização/apreensão de veículo.
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou a causa da morte. Por isso, os investigadores ainda apuram as circunstâncias da ocorrência e a dinâmica do incêndio.




