A Justiça decidiu levar a júri popular o sargento Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, preso desde maio de 2025 por matar a esposa, Amanda Fernandes Carvalho, e ferir a filha do casal dentro de uma clínica em Santos, no litoral de São Paulo. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (31), mas ainda não há data para julgamento.
Com a decisão, o caso será analisado por um júri formado por cidadãos, responsáveis por decidir se o réu é culpado ou inocente. Antes disso, a defesa ainda pode recorrer. Somente após o fim dessa fase, e se a decisão for mantida, o julgamento será marcado. O processo segue em tramitação.
Em 2025, os advogados informaram que aguardariam a conclusão das investigações para se posicionar. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno sobre a decisão recente. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do policial.
Relembre o caso
O crime ocorreu no dia 7 de maio de 2025, no bairro Marapé, em Santos. Na ocasião, Amanda acompanhava a filha em uma consulta médica quando o marido chegou à clínica. Diante da situação, elas se trancaram em uma sala com um médico, e a mulher conseguiu enviar uma mensagem pedindo socorro.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e compareceu ao local. Ao chegar, o sargento afirmou que não estava armado, o que permitiu sua entrada na unidade. Pouco depois, ele foi até outra sala onde havia escondido uma pistola e efetuou disparos contra a esposa e a filha. Amanda também foi atacada com golpes de faca e não resistiu.
A filha do casal foi socorrida com ferimentos nos braços e nas pernas e sobreviveu. O policial foi preso em flagrante e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.