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Segurança é afastado após agredir adolescentes em unidade do McDonald’s na PG

Mãe afirma que os filhos foram alvo de preconceito ao serem impedidos de entrar no estabelecimento
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O segurança de uma unidade do McDonald’s foi afastado temporariamente após agredir dois irmãos, de 16 e 18 anos, e um amigo deles, também de 16, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. O caso aconteceu na madrugada do último sábado (18), no bairro Vila Mirim, e é apurado pela empresa responsável pela franquia.

Segundo a mãe dos jovens, Raquel Afonso, de 46 anos, os jovens tinham ido ao local para comprar lanches, mas foram impedidos de entrar sob a justificativa de que a unidade estaria fechada. Mesmo com pessoas dentro do estabelecimento, eles permaneceram na entrada aguardando um carro de aplicativo para voltar para casa.

Ainda conforme o relato, o segurança passou a acusar o grupo de tentar forçar a porta. Em seguida, ele teria deixado o posto e iniciado as agressões, desferindo um soco contra o adolescente de 16 anos, que possui diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O irmão mais velho tentou intervir, mas também acabou sendo atingido com dois golpes, assim como o amigo que os acompanhava.

Ajuda após ataque

Os três correram até a rua e conseguiram abordar uma viatura da Polícia Militar (PM). Os agentes orientaram que, por serem menores de idade, eles procurassem a delegacia acompanhados por um responsável. Ainda na madrugada, Raquel esteve na unidade e afirmou ter encontrado o local funcionando normalmente.

Os jovens foram encaminhados para atendimento médico: o de 18 anos sofreu uma lesão no dedo e foi afastado do trabalho, enquanto o mais novo apresentou múltiplas lesões e deve passar por avaliação ortopédica. Nesta segunda-feira (20), o adolescente voltou a passar mal, apresentou febre e precisou de novo atendimento médico.

Jovens tentam se abrigar da chuva e são agredidos por segurança de fast food no litoral de SP – Foto: arquivo pessoal

Para Raquel, a abordagem pode ter sido motivada por preconceito, já que, segundo ela, os filhos foram julgados pela aparência e pelas roupas que usavam no momento – chinelo e bermuda. O boletim de ocorrência (BO) seria registrado ainda nesta segunda, mas a unidade policial estava fechada devido ao feriado, segundo ela.

“Eles simplesmente proibiram a entrada [dos jovens] por preconceito e discriminação. Meu filho é moreno e estava de bermuda, boné e chinelo. Não tem nenhum outro motivo a não ser discriminação. Meus filhos não são bandidos. Foi puro preconceito. Então, eu vou para cima, eu não vou deixar quieto”, afirmou a mulher.

O que diz o McDonald’s?

A LLM Comércio de Alimentos Ltda, empresa responsável pela franquia, informou em nota ao VTV News que está apurando o caso. A companhia afirmou ainda que repudia qualquer forma de violência e reforçou o compromisso de manter um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para colaboradores e clientes.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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