Dois homens foram presos em Santos e Praia Grande, no litoral de São Paulo, suspeitos de integrar um esquema de fraudes em investimentos de criptoativos que, segundo a Polícia Civil, movimentou cerca de R$ 10 milhões. A dupla, de 25 e 29 anos, foi detida durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão realizados pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) da Deic do Deinter-6.
De acordo com as investigações, o grupo operava uma plataforma digital que simulava aplicações financeiras e exibia resultados manipulados para convencer as vítimas de que estavam obtendo ganhos reais. Os suspeitos ainda clonavam a interface de um site legítimo e controlavam artificialmente as informações mostradas.
A organização criminosa chegava a movimentar cerca de R$ 500 mil por semana e realizava duas transmissões ao vivo por dia para atrair novos participantes. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), os investigadores encontraram os suspeitos em suas residências enquanto eles faziam lives.
Esquema investigado
Durante a operação, os policiais apreenderam computadores, notebooks, celulares, dispositivos de armazenamento, documentos, carteiras digitais de criptoativos, dinheiro em espécie e veículos de luxo. A Polícia Técnico-Científica também participou das diligências e realizou perícias nos imóveis.
As análises iniciais indicaram que os dados apresentados aos usuários eram gerados localmente, sem qualquer ligação com o mercado real. Os investigadores também encontraram indícios de que os suspeitos controlavam a liberação de supostos pagamentos, além de registros de comunicações que reforçam a hipótese de uma organização estruturada para a prática de fraudes eletrônicas.
Os dois homens permaneceram à disposição da Justiça e vão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato. Um terceiro investigado, que já tem mandado de prisão temporária expedido, não foi localizado. As diligências continuam para encontrá-lo e aprofundar as investigações com base no material apreendido.