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Vereador Queixão, advogado e servidora são presos em operação no litoral de SP

Trio é suspeito de integrar facção criminosa investigada por fraudes em licitações em todo o Estado

O vereador Ricardo Queixão (PSD), o advogado Aureo Tupinamba e a servidora pública Fabiana de Abreu Silva foram detidos nesta terça-feira (16/04) durante uma operação do Ministério Público na Baixada Santista. Segundo as investigações, os três são suspeitos de integrar uma facção criminosa (PCC) investigada por fraudes em licitações em todo o Estado de São Paulo.

Realizada por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar, a ‘Operação Muditia’ cumpre mandados de busca e apreensão e prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Criminal de Guarulhos. As equipes cumprem mandados de busca e apreensão em 42 endereços e 15 de prisão temporária em todo o Estado. Para isso, participam 27 promotores, 22 servidores e 200 policiais militares. Entre os mandados a serem cumpridos na Baixada Santista, três são de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em Cubatão, Praia Grande e Santos.

Segundo o MP, empresas atuavam de forma recorrente para frustrar a competição nos processos de contratação de mão de obra terceirizada no Estado em várias prefeituras e Câmaras Municipais. Diversas cidades do estado, entre elas, Cubatão e Guarujá, estão com contratos sob análise.

Ricardo Queixão e a servidora pública da Prefeitura de Cubatão, foram presos em Praia Grande.
O advogado Aureo Tupinamba, da Câmara de Cubatão, foi preso em Santos. Ele já atuou na defesa do traficante de drogas André do Rap, apontado como um dos chefes do PCC condenado a 25 anos por tráfico internacional de drogas. Ele está foragido e é procurado pela Interpol.

De acordo com os promotores, havia simulação de concorrência com empresas parceiras ou de um mesmo grupo econômico. Também há indicativos da corrupção sistemática de agentes públicos e políticos (secretários, procuradores, presidentes de Câmara de Vereadores, pregoeiros etc.) e diversos outros delitos – como fraudes documentais e lavagem de dinheiro. As empresas do grupo têm contratos públicos que somam mais de R$ 200 milhões nos últimos anos. Alguns deles atendiam a interesse do PCC, que tinha influência na escolha dos ganhadores de licitações e reparte os valores ilicitamente auferidos.

Em atenção à Operação Muditia, deflagrada pelo Gaeco e a Polícia Militar, a Câmara Municipal de Cubatão informou que tomou ciência da referida operação nesta manhã e que está colaborando com as equipes de investigação, fornecendo todos os documentos solicitados pelas autoridades.


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