Uma médica veterinária denunciou ter sido filmada enquanto tomava banho por um vizinho em um condomínio residencial de Jaboticabal, no interior de São Paulo. O caso ocorreu na segunda-feira (1) e levou à abertura de uma investigação por registro não autorizado da intimidade sexual. O suspeito, de 22 anos, foi encaminhado à delegacia, onde o aparelho celular utilizado na gravação acabou apreendido para análise pericial.
Vítima relata sensação de vulnerabilidade
Após tomar conhecimento da gravação, a moradora afirmou sentir insegurança diante da situação. Segundo ela, não sabia que estava sendo filmada e só descobriu o ocorrido após ser alertada por outro morador do condomínio.
A vítima também informou que mantinha apenas um contato superficial com o suspeito. De acordo com seu relato, os dois se encontravam ocasionalmente nas áreas comuns do prédio e não possuíam qualquer relação de proximidade.
Flagrante ocorreu em condomínio residencial
O caso aconteceu em um conjunto residencial localizado no bairro Jardim Nova Aparecida. Imagens registradas por uma testemunha mostram o momento em que o suspeito para próximo à janela do banheiro do apartamento da vítima, que fica no térreo, e utiliza o celular para realizar a filmagem.
Ao perceber a situação, um morador avisou a mulher sobre o que estava acontecendo. Em seguida, ela buscou imagens do sistema de monitoramento do condomínio e acionou a Polícia Militar.
Os policiais localizaram o suspeito e o conduziram para a Polícia Civil, que deu início aos procedimentos de investigação.
Celular passará por perícia
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, o jovem admitiu ter realizado a gravação, mas alegou que apagou o conteúdo posteriormente.
Apesar da afirmação, o aparelho foi apreendido e será submetido à perícia técnica. O objetivo é verificar a existência do vídeo, recuperar arquivos eventualmente excluídos e reunir elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.
O delegado responsável pelo caso informou ainda que deverá solicitar medida protetiva para impedir qualquer aproximação entre o investigado e a vítima, já que ambos residem no mesmo condomínio.
Crime prevê pena de prisão
O caso é investigado com base no artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro não autorizado da intimidade sexual. A legislação prevê punição para quem produz ou registra imagens de conteúdo íntimo sem consentimento da vítima.
Se houver condenação, a pena pode variar de seis meses a um ano de prisão, além de outras medidas determinadas pela Justiça.
Vítimas de crimes relacionados à invasão de privacidade, perseguição ou violência contra a mulher podem registrar boletim de ocorrência em delegacias da Polícia Civil ou pela Delegacia Eletrônica. Também é possível buscar orientação e apoio por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, disponível em todo o Brasil.