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Contas públicas, trabalho e economia: compare as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) seguem em uma disputa acirrada com visões e planos de governo diferentes
Palácio do Planalto | Marcos Oliveira/Agência Senado

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ocorre no dia 25 deste mês. Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) seguem em uma disputa acirrada que divide os eleitores; porém, suas visões e planos de governo são distintos.

Com visões divergentes sobre o futuro do Brasil, as diferenças pesam quando o tema é contas públicas, política de impostos e até mesmo como o mercado de trabalho deve funcionar para os próximos anos.

Mesmo que ambas as candidaturas concordem que a expansão da dívida pública exige atenção e medidas concretas, as ferramentas propostas para alcançar a estabilidade fiscal e impulsionar a economia partem de premissas opostas.

Diferença de pensamento

De um lado, o projeto do PT aposta na continuidade da atual política econômica. O modelo baseia-se no fortalecimento do poder de compra da população, na expansão da rede de proteção social e no investimento público como indutor do crescimento.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro defende uma orientação liberal voltada à redução da presença do Estado, ao corte de despesas do governo e ao alívio do custo tributário e regulatório sobre o setor produtivo.

Resumo das propostas econômicas
Lula Flávio Bolsonaro
Continuidade: ampliação de investimentos e políticas sociais Redução do Estado: contenção mais forte das despesas
Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico. Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas. Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial. Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome. Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.

*Com informações da Agência Brasil


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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