O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (9), quando a Corte retomará o julgamento dos oito réus acusados de tramar um golpe de Estado no episódio de 8 de janeiro de 2023. A ausência foi confirmada pelo advogado Paulo Bueno, que justificou a decisão com base em orientações médicas.
Segundo o defensor, Bolsonaro apresenta um quadro de saúde “debilitado” e passa por oscilações. “É cíclico. Às vezes ele está pior ou melhor”, declarou Bueno. A sessão no STF está prevista para começar às 9h e terá continuidade ao julgamento iniciado na semana passada — ocasião em que Bolsonaro também não esteve presente.

Pedido para retirada de lesões cutâneas
Na segunda-feira (8), a defesa encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes um pedido de autorização para que o ex-presidente deixe a prisão domiciliar com o objetivo de realizar um procedimento médico no Hospital DF Star, em Brasília. A intervenção, segundo os advogados, será feita no domingo (14) e está relacionada à retirada de lesões na pele. A previsão é que a alta médica ocorra no mesmo dia.
O advogado argumenta que o quadro de saúde de Bolsonaro exige cautela, mencionando episódios recorrentes de crises de soluço. “Estive com ele, ele tem crises de soluço muito fortes, é até aflitivo”, relatou Bueno. “A orientação médica é de que ele permaneça em casa porque aqui (no STF) é muito estressante tanto do ponto de vista físico quanto emocional.”
No último dia 16 de agosto, Bolsonaro já havia sido autorizado a sair de casa para a realização de exames. À época, o motivo relatado também foram as crises persistentes de soluço. A defesa reforça que o estado clínico do ex-presidente é “extremamente fragilizado” e que, por isso, ele deve acompanhar o julgamento de forma remota.