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Etapa crucial da reforma tributária é aprovada no senado

Plenário rejeita destaque do setor automotivo e proposta retorna para nova análise da Câmara.
Etapa crucial da reforma tributária é aprovada no senado (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (por 51 votos a 10, além de uma abstenção) o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, segunda etapa da regulamentação da reforma tributária. A aprovação exigia no mínimo 41 votos. A matéria agora retorna à Câmara dos Deputados para nova apreciação.

Durante a sessão, os senadores rejeitaram por 33 a 27 um destaque apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que buscava limitar em 5% o imposto seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”, aplicado ao setor automotivo. O pleito foi articulado pela Anfavea e por representantes da indústria.

Acordos no plenário

O relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), conduziu negociações para evitar atrasos nas votações. Entre elas, definiu-se que os Estados terão 24 meses para se manifestar sobre pedidos de homologação de créditos do ICMS — prazo intermediário entre os 12 meses propostos inicialmente por Braga e os 5 anos defendidos pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). O parlamentar afirmou ter acatado mais de 250 emendas e relatou pressão para incluir novas alterações instantes antes da votação.

À tribuna, em discurso, senador Carlos Viana (Podemos-MG) – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Entre as mudanças incorporadas ao relatório estão a antecipação da entrada do nafta no regime monofásico de tributação, a redução da carga tributária para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) e a criação de um regime próprio para empresas que administram programas de fidelidade.

Orientação dos partidos

O PL e o Novo foram os únicos partidos a orientar voto contrário ao texto. Republicanos e PP liberaram suas bancadas, enquanto PSD, PT, MDB, União Brasil, PSB e Podemos recomendaram a aprovação, alinhados ao governo.

O projeto estabelece regras para o Comitê Gestor do IBS, órgão que será responsável por arrecadar e distribuir o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — novo tributo compartilhado entre Estados e municípios. O IBS, junto à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo imposto federal — passará a incidir sobre o consumo no Brasil a partir de 2027, com fase de testes prevista para 2026.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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