O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que o mandado de prisão contra seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL) “não vai dar em nada”. Ele deu a declaração em uma live após o primeiro turno das eleições.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cumprimento da pena de Eduardo. A condenação é de quatro anos e dois meses em regime semiaberto por coação no curso do processo. O magistrado também mandou cancelar os passaportes do ex-deputado. Flávio acusou Moraes de criar um factoide para atrapalhar a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Decisão do STF e reação de Flávio Bolsonaro
A ordem veio após o trânsito em julgado da condenação. O STF concluiu que Eduardo buscou sanções dos EUA contra o Brasil para pressionar juízes e interferir no julgamento de Jair Bolsonaro.
Flávio afirmou que a ordem de prisão é inútil porque Eduardo vive nos Estados Unidos desde março de 2025. Segundo ele, o irmão está protegido pelas leis americanas. O senador negou que Eduardo tenha provocado sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. Ele disse que o irmão apenas levou informações às autoridades locais.
Em nota lida durante a transmissão, o ex-deputado chamou a decisão de “arbitrária, inoportuna e inócua”.
“Ele sabe que não vai dar em nada porque o Eduardo está nos EUA, exilado. Ele faz isso apenas para, mais uma vez, tentar tumultuar”, declarou Flávio Bolsonaro.
Articulação no Senado e pedido de renúncia
Flávio Bolsonaro disse que o resultado das urnas no último domingo (4) reflete a insatisfação com o STF. Ele afirmou que a nova bancada de oposição fortalece o pedido de impeachment de ministros do STF.
O candidato declarou que partidos como PL, PP, União Brasil, Novo, Republicanos e Podemos somam quase 50 senadores contra integrantes da Corte. Para ele, o impeachment no Senado será uma resposta do Legislativo.
No fim da live, Flávio pediu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes. Ele também convocou os eleitores para o segundo turno das eleições, no dia 25 de outubro.
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