Após o acidente que derrubou uma passarela na Via Anchieta, noticiado pelo VTV News no último dia 13, a EcoRodovias anunciou que uma nova estrutura será construída na Baixada Santista até o final do ano. A previsão é de que as obras comecem entre julho e agosto, com o objetivo de minimizar os impactos no tráfego.
Naelson Cândido, gerente de Engenharia da concessionária, destacou que o projeto será concluído em junho, para iniciar as obras no segundo semestre. “A meta é uma nova passarela até o final do ano”, disse durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada Santista, Vale do Ribeira e Litoral Norte, ontem à tarde (26).
Realizada na Assembleia Legislativa, a reunião teve a presença de deputados estaduais, representantes da Ecovias, Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que discutiram as falhas no gerenciamento de crises e as melhorias necessárias no Sistema Anchieta-Imigrantes.
Rui Klein, diretor-geral da EcoRodovias, ressaltou a complexidade do sistema, considerando geografia e tráfego intenso de caminhões no maior porto da América Latina. “É preciso falar em nova infraestrutura, caso da terceira pista da Imigrantes. De um lado, aperfeiçoar o protocolo na crise, e no outro, pensar no futuro”, afirmou.
Deputados apresentaram questionamentos e soluções após acidente
Além disso, deputados questionaram a assistência aos motoristas afetados na ocasião.
Caio França (PSB) pontuou a demora de cerca de 12 horas entre o acidente e a liberação total da pista, sem assistência adequada aos motoristas. Ele sugeriu o uso de vans ou comboios pela Imigrantes como alternativa para descer a Serra. Rui Klein, da Ecovias, justificou que a falta de acostamento dificultou a ação rápida, mas se comprometeu a planejar melhor esses procedimentos para o futuro, especialmente para pessoas vulneráveis.
Paulo Mansur (PL) questionou o uso de superguindastes de mais de 200 toneladas, esclarecendo que esses equipamentos, usados em situações especiais, foram essenciais para a pronta resposta. Solange Freitas (União) e Paulo Corrêa Júnior (PSD), porém, propuseram a liberação excepcional da descida pela Imigrantes com escolta para garantir segurança, caso ocorra outra situação de emergência.
O Tenente Coimbra (PL) sugeriu que os planos de contingência incluam fornecimento de água e alimentos, com horários escalonados para maior organização em casos prolongados. Em resposta, comissões apresentaram um projeto de lei sobre essas medidas na Assembleia Legislativa, para garantir que as obrigações sejam cumpridas em futuras ocorrências.
Caminhão provoca acidente e queda de passarela na Anchieta; relembre
De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a carreta colidiu diretamente contra a passarela, provocando sua queda total. Populares resgataram o motorista, que sofreu apenas ferimentos leves.
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No entanto, ambos os sentidos da via ficaram bloqueados, já que os escombros se espalharam pela pista. A colisão comprometeu totalmente a estrutura da passarela na Anchieta, que desabou no km 52. Por questões de segurança, a concessionária bloqueou trechos do km 40 (sentido litoral) e do km 56 (sentido capital).
A Prefeitura de Cubatão mobilizou a Defesa Civil e a Companhia Municipal de Trânsito (CMT) para apoiar as operações. Agentes da Secretaria de Assistência Social (Semas) foram verificar a situação das famílias da região. Houve impacto, mas não vítimas no local.
‘Erro’ causou acidente e congestionamento
O motorista explicou, em vídeo obtido pelo VTV News, o ‘erro’ que causou o acidente. Ele contou que parou o veículo para conversar com outro caminhoneiro e esqueceu de puxar o freio de mão. Contudo, a carreta vazia se movimentou sozinha e bateu na passarela, interditando a via por mais de 12 horas.
No relato, o motorista disse que parou porque o outro caminhão havia batido em sua lateral e quebrado o retrovisor. Durante a conversa, porém, não percebeu que o freio de mão não estava acionado.
“Ele pegou para tirar foto da minha habilitação, e eu tirar da dele. Quando eu olhei, ele disse: olha o caminhão andando”, lamentou o homem. O acidente gerou um grande congestionamento e afetou o tráfego.
A Artesp confirmou que o caminhoneiro parou no acostamento para conversar e não puxou o freio de mão, o que causou o movimento involuntário da carreta. Entretanto, o tráfego foi liberado no dia seguinte, 14 de março.