A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta que 49% dos brasileiros desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% aprovam — diferença de dois pontos percentuais que configura um novo episódio de empate técnico, mas com a reprovação novamente à frente. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O cenário se mantém próximo ao registrado em dezembro de 2025, quando os índices apontavam 49% de desaprovação e 48% de aprovação.
Desde outubro, os dados da série histórica mostram uma estabilidade, sem oscilações significativas. Em contraste, maio de 2025 registrou o pior momento para o Planalto: 57% dos eleitores desaprovavam o governo, contra apenas 40% de aprovação.

Avaliação da gestão e desejo de continuidade
Questionados sobre a qualidade da administração federal:
- 39% dos entrevistados classificaram o governo como negativo, alta de um ponto em relação à sondagem anterior.
- Outros 32% o avaliam positivamente;
- 27% consideram regular;
- Há ainda 2% que não souberam ou preferiram não responder.
Quanto à permanência de Lula na presidência até 2030, 56% afirmam que o petista não merece continuar, mesmo índice de dezembro. Apenas 40% disseram que sim, uma leve queda de um ponto. Os indecisos somam 4%.
Economia e percepção popular
O levantamento também captou um aumento no pessimismo em relação à economia atual.
- Para 43% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses — aumento de cinco pontos em comparação com dezembro.
- Outros 29% acreditam que a economia se manteve estável, e 24% afirmam que melhorou.
- Apesar disso, há otimismo quanto ao futuro econômico: 48% esperam melhora nos próximos 12 meses, quatro pontos a mais que no fim do ano passado.
- Os que acreditam em piora somam 28%, e 21% não esperam mudança. O restante não respondeu.
Preços, consumo e mercado de trabalho
Na percepção cotidiana, 58% afirmam que os preços dos alimentos subiram no último mês. Apenas 16% perceberam queda, enquanto 24% notaram estabilidade.
Esse dado se reflete inclusive na percepção sobre o poder de compra e no trabalho:
- 61% dizem que conseguem comprar menos do que há um ano, embora o número tenha caído em relação a dezembro, quando esse índice chegou a 69%.
- Sobre a facilidade de encontrar trabalho, 49% relatam que está mais difícil do que no início de 2025. Apenas 43% avaliam que ficou mais fácil, e 3% não identificam mudança.