O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja nesta quarta-feira aos Estados Unidos para uma reunião de alto nível com o presidente Donald Trump, em Washington. O encontro, confirmado por fontes do Palácio do Planalto e pelo SBT News, estava originalmente previsto para março, mas foi adiado devido às tensões do país americano com o Irã.
A comitiva que acompanhará Lula ainda não foi totalmente definida, mas a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, já está garantida. Agora, o presidente brasileiro pretende levar os ministros Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), Wellington Lima e Silva (Justiça) e André de Paula (Agricultura).
Relação bilateral “represada”
Segundo a assessoria internacional da presidência, a pauta entre as duas potências está acumulada desde o último encontro entre os mandatários na Malásia, em outubro de 2025. Dois temas centrais devem dominar as discussões:
- Economia: As trocas comerciais no contexto das recentes políticas de tarifas alfandegárias aplicadas pelos EUA.
- Diplomacia e Polícia Federal: A crise envolvendo a detenção (já revertida) do ex-deputado Alexandre Ramagem e a subsequente expulsão recíproca de funcionários de segurança de ambos os países. Devido a esse imbróglio, a presença do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, é dada como certa na viagem.
Crime organizado
Um dos pontos de maior tensão do encontro será a intenção do governo norte-americano de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Tal medida poderia, teoricamente, abrir brechas para intervenções armadas estrangeiras em território nacional.
Para neutralizar essa possibilidade, a equipe de Lula levará um relatório detalhado das medidas de combate ao crime organizado adotadas no Brasil, tentando demonstrar que o Estado mantém o controle da segurança interna e desarmar o que interlocutores chamam de “pauta-bomba“.
*Com informações do SBT News