Um grupo de oito manifestantes protestou nesta segunda-feira (2) em frente ao condomínio onde Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O ato incluiu a instalação de um boneco inflável “Pixuleco” representando o ex-presidente com uniforme de presidiário e uma faixa com os dizeres “Bolsonaro na cadeia”. Os manifestantes se identificaram como integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e da “Frente Nacional de Lutas Povo Sem Medo”.
Durante o protesto, houve uma breve confusão. Um homem não identificado discutiu com os manifestantes e tentou arrancar a faixa, chegando a quebrar uma das hastes de madeira que sustentava o cartaz. Após a discussão, ele deixou o local a pé, em direção ao interior do condomínio.

Apoiadores e tensões anteriores
Mais cedo, apoiadores de Bolsonaro também estiveram no local. Vestidos com camisetas e bonés amarelos e carregando uma bandeira de Israel, eles trocaram insultos com críticos do ex-presidente. Não houve agressões físicas, mas o embate verbal chamou a atenção de quem passava pela região.
Antes da confusão, uma viatura da Polícia Militar do Distrito Federal circulou pela área. Após os episódios de tensão, o policiamento foi reforçado com duas viaturas e três motos da PMDF. Dentro do condomínio, agentes da Polícia Penal do DF seguem monitorando a residência de Bolsonaro de forma constante.
Por que “Pixuleco”?
Pixuleco é substantivo masculino, e significa “esse dinheiro ou propina”. O nome passou a fazer parte da cultura política brasileira após a Operação Pixuleco, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2015, no âmbito da Operação Lava Jato.
Manifestantes passaram carregar em mãos e inflar durante os protestos figuras do presidente Lula usando vestes de presidiário, na época investigado pela Lava Jato.