Começou na manhã desta terça-feira (02) o julgamento contra Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro é réu junto a sete ex-integrantes de seu governo: Alexandre Ramagem (Abin), Almir Garnier (Marinha), Anderson Torres (Justiça e Segurança do DF), Augusto Heleno (GSI), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Walter Braga Netto (Casa Civil e candidato a vice em 2022) e Mauro Cid (ajudante de ordens). Todos são acusados de envolvimento em uma organização criminosa que teria planejado e tentado executar um golpe de Estado.
Entretanto, a ausência de Bolsonaro na sessão chamou atenção. O advogado Celso Vilardi, responsável pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou antes de entrar na Suprema Corte que fará uma sustentação “verdadeira, baseada em pontos jurídicos” no julgamento que apura tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Segundo Vilardi, Bolsonaro expressou o desejo de acompanhar o julgamento presencialmente, mas desistiu em razão de problemas de saúde. O advogado não especificou quais seriam as condições médicas do ex-presidente.

Acompanhando de casa
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanhou de sua residência, em Brasília, o início do julgamento na Primeira Turma do STF que trata da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.
Em prisão domiciliar, Bolsonaro esteve ao lado dos filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan, ambos vereadores pelo PL, no Rio de Janeiro e em Balneário Camboriú (SC), respectivamente.
Segundo divulgado na imprensa, o ex-mandatário apareceu em frente à casa no fim da manhã, enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluía a sustentação da acusação. Desde o último dia 30, a residência é monitorada pela Polícia Penal do Distrito Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi recomendada pela Polícia Federal e determina, entre outras restrições, a revista de todos os veículos que saem do local.
Durante a manhã, a movimentação em frente à casa de Bolsonaro foi considerada discreta, sem aglomerações ou protestos visíveis. O entorno do condomínio permanece sob vigilância contínua das forças de segurança locais, em cumprimento à decisão judicial.