Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de corrupção e tráfico de influência. Além de Lulinha, a apuração se estende a pelo menos quatro integrantes e ex-integrantes do governo federal.
Mensagens e movimentações financeiras do empresário vêm sendo monitoradas. Em março deste ano, a quebra de sigilo bancário aprovada pela CPMI do INSS apontou que ele movimentou R$ 19,5 milhões em sua conta no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026.
As investigações apontam para a suspeita de que Roberta Luchsinger atuava na defesa de interesses privados junto a órgãos federais, tendo como sócios ocultos Lulinha e o empresário Fernando Bittar.
Roberta, no entanto, contesta as acusações. No início de setembro, ela publicou um texto no qual negou qualquer participação no “rombo do INSS“:
“Fui exposta, julgada e atacada de maneira incessante. Vi meu nome e minha história serem reduzidos a manchetes, ilações e acusações que jamais corresponderam à verdade dos fatos. Durante todo esse período, escolhi confiar nas instituições, colaborar com as autoridades e aguardar que a verdade surgisse a partir de documentos, provas e elementos técnicos — e não de narrativas construídas fora dos autos”, escreveu.
Quem são os integrantes e ex-integrantes do governo citados?
- Ranniêr Costa Ciríaco: Secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
- José Martinho Ferreira de Araújo: Coordenador do cerimonial do ministro Wellington Dias (MDS).
- Marco Aurélio Santana Ribeiro (“Marcola”): Ex-chefe de gabinete do Palácio do Planalto e assessor direto do presidente da República.
- Swedenberger Barbosa (“Berger”): Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde e atual chefe de gabinete adjunto da Presidência da República.
*Com informações da Folha de São Paulo




