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Saiba quem foi Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa” do basquete brasileiro

Morre Oscar Schmidt, lenda do esporte e basquete

Leia também: Oscar Schmidt, maior pontuador da história do basquete, morre aos 68 anos

O esporte brasileiro perdeu, nesta sexta-feira (17), um de seus maiores ícones. Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o eterno “Mão Santa”, faleceu aos 68 anos após sofrer um mal-estar. Considerado o maior cestinha da história do basquete mundial, Oscar deixa um legado de recordes e lealdade à Seleção Brasileira, tendo sido reverenciado internacionalmente mesmo sem nunca ter atuado na NBA.

Ao longo de 26 anos de carreira (a mais longa de um profissional da modalidade), Oscar acumulou a impressionante marca de 49.973 pontos. Destes, 7.693 foram convertidos defendendo as cores do Brasil. Sua trajetória foi marcada pela recusa em ingressar na liga americana para garantir sua participação em torneios pela seleção, já que, até 1989, atletas da NBA eram impedidos de disputar competições nacionais.

Principais recordes

  • Maior Cestinha da História: Em 2001, superou a marca de 46.725 pontos de Kareem Abdul-Jabbar.
  • Lenda Olímpica: Maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos de Verão, com 1.093 pontos.
  • Recorde em Quadra: Detém o recorde de maior pontuação em uma única partida olímpica (55 pontos contra a Espanha, em 1988).
  • Média Histórica: Alcançou a maior média de pontos em uma única edição dos Jogos (42,3 pontos por jogo em Seul, 1988).

Trajetória com a camisa da Seleção Brasileira

A trajetória de Oscar com a camisa da Seleção Brasileira teve início em 1977 e se estendeu até 1996. Nesse período, ele disputou 326 partidas oficiais. Um momento marcante na vida de Schmidt e dos brasileiros foi em 1984, quando ele foi selecionado pelo New Jersey Nets no Draft da NBA.

Embora o convite fosse tentador, ele o recusou para manter seu status de “amador” e não desfalcar a seleção, que, na época, não podia contar com atletas da liga americana. Essa dedicação rendeu frutos históricos: em 1987, liderou o Brasil na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, batendo os Estados Unidos em sua própria casa.

O reconhecimento internacional consolidou-se em 1991, quando a FIBA o nomeou um dos 50 maiores jogadores de basquete do mundo. Anos depois, em 2001, jogando pelo Flamengo, ele atingiu o topo estatístico do esporte ao superar Kareem Abdul-Jabbar como o maior cestinha de todos os tempos.

A consagração definitiva veio por meio de homenagens nos principais templos do basquete. Em 2010, foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, em 2013, recebeu a honraria máxima ao entrar para o Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos. Já em 2016, teve seu nome eternizado também no Hall da Fama da Itália, país onde brilhou por anos.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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