Feito com pétalas secas de papoula e cascas de romã, o tradicional batom marroquino “Aker Fassi” voltou a chamar atenção nas redes sociais após ser mostrado por uma jornalista do litoral de São Paulo nesta semana. Segundo Tatyana Jorge, o item milenar “não tem prazo de validade” e, o melhor, “não acaba nunca”.
“Você acredita que isso aqui é um batom criado há mais de mil anos? E, quando a gente olha assim, por dentro, não dá nada, né? Mas é só espirrar água que tudo muda. Com o dedo, mesmo, você aplica… e olha isso!”, disse a jornalista em um vídeo que já acumula mais de um milhão de visualizações apenas no Instagram.
Tatyana usa o perfil para compartilhar conteúdos sobre moda, viagens, estilo de vida, universo empresarial e neurociência. Tendo visitado mais de 40 países, contou que adquiriu o exemplar do tradicional batom durante uma viagem ao Marrocos, na África, há alguns anos. “Usei nos lábios, na bochecha e até como sombra”.
“Aker Fassi”
Diferente dos batons tradicionais, o ”Aker Fassi” chama atenção logo de cara pela aparência curiosa: o pigmento vem seco dentro de um pequeno recipiente de barro artesanal, quase como uma peça decorativa. À primeira vista, parece até que não funciona – mas basta algumas gotas de água para a cor surgir instantaneamente.
A aplicação também foge do comum! O produto pode ser espalhado com os dedos, pincel ou algodão, criando tons que variam conforme a quantidade usada na pele. O resultado costuma puxar para um vermelho natural.
Além disso, o nome do produto faz referência à cidade de Fez, no Marrocos, conhecida pela tradição artesanal ligada aos cosméticos naturais. Em tradução aproximada, “Fassi” significa “de Fez”, enquanto “Aker” é associado ao pigmento natural utilizado no cosmético, sendo algo próximo de “pigmento vermelho de Fez” em português.
