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Crítica: Deadpool & Wolverine dá 1º passo para ressuscitar produções de Marvel e Disney

Terceiro filme da franquia do anti-herói falastrão com a lenda dos X-men acerta nas surpresas e na pitada quente de humor

*Sem spoilers

Uma caixinha de surpresas. Assim podemos definir Deadpool & Wolverine, terceiro filme da franquia do anti-herói mais amado do universo Marvel. O roteiro simples e leve traz uma sensação de nostalgia aos bons e belos tempos em que a Fox reinava com suas produções. Mais que isso: atende muito bem a proposta do título: um filme “DO Deadpool” e “DO Wolverine”.

Nos primeiros minutos de filme, um feito que só Deadpool poderia conseguir: fazer marmanjos dançar ‘N Sync nas poltronas do cinema. Humor! Ah isso não faltou! A cada três minutos, no máximo, o público caía na gargalhada. Wade Wilson está mais falastrão do que nunca. Língua afiada e piadas desconcertantes fazem parte de seu arsenal. A gente sai do cinema com lágrimas secas nos olhos de tanto rir. Vemos que o ator Ryan Reynolds se sentiu bem a vontade numa atuação pra lá de perfeita.

E o que dizer sobre ver Hugh Jackman como Wolverine mais uma vez? Parece que o ator nasceu pra interpretar o carcaju. No filme, vemos um Wolverine carrancudo, depressivo e alcoólatra, que questiona sua existência. Sentimos o sofrimento do personagem, que ao longo do filme vai ganhando mais autoconfiança.

Há tempos os filmes de ação colocam duplas onde um é o extrovertido e o outro mal humorado. Sempre deu certo e não foi diferente dessa vez. A interação entre Deadpool e Wolverine é extremante divertida e imprevisível. Aos poucos vão se tolerando até chegar numa sincronia digna de aplausos.

Deadpool & Wolverine é um filme para assistir sem spoilers. São muitos momentos surpreendentes, que fazem até o nerd mais pessimista quase pular da poltrona. O conceito de “multiverso” aqui é muito bem trabalhado, não cai na mesmice que vinha sendo apresentada nas últimas produções da Marvel. A reação do público, a cada novo personagem que surge, é uma mistura de euforia e carinho.

Minha curiosidade era ver em qual universo o filme trabalharia: Vingadores ou X-men. É uma mistura dos dois, que terminou num resultado bem interessante. Só mesmo Deadpool para transformar um bando de “renegados fracassados” em uma equipe envolvente e empolgante. E a trilha sonora? Ah, a trilha sonora! Perfeita!

Neste terceiro filme, Deadpool abusa em quebrar a quarta parede. Conversa o tempo todo com o público, faz várias críticas à Fox e à Disney, inclusive esfregando na cara do “pai do Mickey Mouse” que não houve boas produções da Marvel após Vingadores: Ultimato.

Veja também:

Em determinado momento do filme, Deadpool se auto intitula “O Jesus da Marvel”. Não sei se é pra tanto, mas que o filme dá brecha para um universo de esperanças e boas produções, isso dá!

Deadpool & Wolverine vale o ingresso. Minha vontade é de voltar hoje ao cinema. O melhor filme da Marvel desde que a Disney assumiu! Que o ponta pé inicial para mais produções como essa tenha sido dado!

Deadpool & Wolverine estreia hoje (25/07), em todos os cinemas do Brasil. Classificação 18 anos.


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