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Famílias da região de Campinas e Bragança encolhem e são mais chefiadas por mulheres, aponta IBGE

Tamanho médio das famílias caiu, enquanto escolaridade dos responsáveis subiu; avanço feminino na chefia familiar acompanha tendência nacional.
Famílias da região de Campinas e Bragança encolhem e são mais chefiadas por mulheres, aponta IBGE

As famílias da Região Bragantina e de Campinas apresentaram mudanças significativas em suas composições entre os anos de 2010 e 2022, segundo dados do IBGE. Os domicílios ficaram menores, mais escolarizados, com lideranças mais velhas e, progressivamente, mais femininas.

A média de membros por família recuou em todos os municípios analisados. Em Campinas, por exemplo, passou de aproximadamente 3,2 para 2,9 pessoas por domicílio.

  • A proporção de famílias com apenas dois integrantes subiu de 32% para 42%. Em Bragança Paulista, esse número chegou a 40% em 2022. A queda das famílias numerosas é evidente em outras cidades, como Valinhos. As casas com cinco ou mais pessoas representavam 11% em 2010 e, doze anos depois, passaram a apenas 6%.

  • A chefia feminina dos domicílios também avançou. Bragança e Bom Jesus dos Perdões chegaram a 48% e 44%, respectivamente, enquanto Campinas bateu 47%.

  • Mesmo Valinhos, que ainda tem menor proporção, subiu de 30% para 38% em chefias femininas. Os dados seguem a linha nacional de maior equilíbrio de gênero na liderança familiar.

Tabela: O que mostram os dados do IBGE sobre o tamanho familiar e escolaridade dos moradores da região de Campinas e Bragança

Mais estudo, menos informalidade

O nível de escolaridade dos responsáveis também cresceu de forma expressiva.

  • Indaiatuba e Valinhos se destacam: o primeiro viu o percentual de responsáveis com ensino superior saltar de 14% para 27%, e o segundo registrou avanço de 20,5% para 34,7%, maior entre as cidades analisadas.

  • Ao mesmo tempo, a baixa escolaridade caiu — em Atibaia, por exemplo, 46% dos responsáveis tinham fundamental incompleto ou menos em 2010; em 2022, essa fatia caiu para 28%.

  • Houve um aumento generalizado de lares chefiados por pessoas com 60 anos ou mais. Em Bom Jesus dos Perdões, esse grupo passou de 18% para 22%. Indaiatuba saltou de 17,7% para 24,1%.

  • A presença de chefes com menos de 30 anos, por outro lado, encolheu. Em Atibaia, os jovens lideravam 14% dos domicílios em 2010; doze anos depois, representavam apenas 10% (confira os dados na íntegra).

Como está a tendência nacional?

Além da composição familiar, o número de brasileiros que moram sozinhos aumentou nas últimas duas décadas, mas ainda está muito abaixo do observado em nações europeias.

De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no levantamento “Nupcialidade e Família”, 80,9% da população brasileira vive com pelo menos um cônjuge ou parente. Entre 2010 e 2022, os lares unipessoais — aqueles com apenas um morador — cresceram de 12,2% para 19,1%.

Os novos dados do Censo 2022 também indicam uma ligeira alta nas uniões conjugais no país. O percentual de pessoas vivendo com cônjuge passou de 49,5% em 2000 para 51,3% em 2022. Em contrapartida, aumentou o número de separações, que subiu de 11,9% para 18,6% no mesmo período. Já o grupo que nunca viveu em união conjugal caiu de 38,6% para 30,1%, refletindo mudanças graduais na estrutura familiar brasileira.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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