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Nem K-Pop, nem Trap: Funk é o gênero que mais cresce no mundo, diz Spotify

Música nacional gerou R$ 2 bilhões na plataforma em 2025

O Brasil acaba de atingir uma marca histórica: pela primeira vez, o País está entre os oito maiores mercados de música gravada do mundo. Os dados são do Relatório Global de Música da IFPI 2026 e revelam uma potência em expansão que não apenas consome, mas exporta cultura em escala sem precedentes.

Somente no Spotify, a música nacional gerou aproximadamente R$ 2 bilhões em 2025, um salto de 24% em relação ao ano anterior.

Crescimento da indústria brasileira

O crescimento financeiro da indústria brasileira superou quase o dobro da taxa do mercado fonográfico total. Um dado chama a atenção: o sucesso não está mais restrito apenas aos grandes nomes.

  • Independência: Artistas e selos independentes no Brasil superam a média global de rentabilidade.
  • Novos milionários: O número de artistas brasileiros que faturaram mais de R$ 1 milhão na plataforma mais que dobrou em três anos.

Exemplo de sucesso: O rapper Veigh é o maior símbolo dessa “furada de bolha“. Após ser selecionado pelo programa RADAR em 2022, ele saltou de 400 mil para 7,8 milhões de ouvintes mensais, alcançando o topo das paradas globais.

A Head de Música do Spotify Brasil, Carolina Alzuguir, reforçou os dados:

“Seu álbum Dos Prédios Deluxe chegou ao número 1 no Global Top Albums Debut do Spotify e suas músicas foram adicionadas a mais de 7 milhões de playlists de usuários ao redor do mundo. Apostamos no Veigh antes de ele furar a bolha de audiência”.

Os novos favoritos globais

O idioma português foi o que mais cresceu entre as línguas que geraram mais de US$ 100 milhões no Spotify em 2025. Com uma alta de 51% em dois anos, o português superou o crescimento de idiomas dominantes como inglês, espanhol e coreano (K-pop).

O grande motor dessa expansão é o Funk. O gênero brasileiro foi o que mais cresceu globalmente (36%) em sua categoria, superando o Trap Latino e o Reggaeton.

Como os artistas lucram? 

Para garantir a transparência do setor, o Spotify detalhou o fluxo financeiro através do relatório Loud & Clear:

  • Fontes de receita: O dinheiro vem das assinaturas Premium e dos anúncios da versão gratuita.
  • Distribuição: Dois terços do valor total são pagos aos detentores de direitos (gravadoras, distribuidoras e sociedades como o ECAD).
  • Repasse final: Estas entidades pagam os artistas conforme contratos privados.

Em 2025, o Spotify pagou mais de US$ 11 bilhões à indústria musical global, o maior valor anual da história da música gravada.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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