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Glitter é proibido no Carnaval?

Material queridinho da folia levanta debate sobre impactos ambientais, decisões da Anvisa e alternativas sustentáveis para brilhar no Carnaval.

Símbolo de brilho e criatividade, o glitter é um dos materiais mais usados em maquiagens, fantasias e produções carnavalescas. Disponível em inúmeras cores e com forte durabilidade, o pequeno brilho se tornou praticamente um acessório oficial da festa. Mas diferente do que parece, de frágil o glitter não tem nada, ainda mais quando se trata de saúde e sustentabilidade.

Mas afinal, do que é feito o glitter? Apesar do tamanho, maior parte do glitter tradicional é produzido a partir de plástico, geralmente PVC ou PET,  combinado com alumínio e corantes para garantir o efeito brilhante.

Por ser um microplástico, ele não se dissolve na água e pode levar anos para se decompor no meio ambiente, acumulando-se em rios, mares e até mesmo na cadeia alimentar.

É justamente essa composição que coloca o material no centro do debate. Em novembro de 2025, a Anvisa suspendeu quatro marcas de glitter que continham plástico na composição e eram vendidas como ingredientes para uso alimentar. Os produtos apresentavam um componente identificado como “metal de transição laminado atômico 99”, além de serem divulgados para aplicação em bolos e doces.

De qualquer forma com a chegada de fevereiro e o país mergulhando no clima de folia, a dúvida começa a circular entre foliões e organizadores de blocos: afinal, glitter é proibido no Carnaval?

Glitter é proibido no Carnaval?

Na prática, o glitter não é proibido de forma geral no Brasil. Não existe uma lei federal que impeça o uso do produto durante o Carnaval. No entanto, algumas cidades e organizadores de eventos passaram a recomendar ou restringir o glitter plástico, principalmente em áreas ambientais sensíveis, como praias e parques. 

A orientação costuma priorizar a conscientização, já que o material é classificado como microplástico e pode causar impactos ao meio ambiente.

Alternativa para brilhar no folia

Como alternativa, o mercado já oferece opções consideradas mais sustentáveis, como o chamado “bioglitter”. Diferente do tradicional, ele é produzido a partir de materiais biodegradáveis, como celulose vegetal, o que permite que se decomponha mais rapidamente na natureza. 

O glitter biodegradável é produzido a partir de materiais naturais, como celulose vegetal ou mica, em vez de plástico (Imagem: Divulgação)

Outra saída é optar por maquiagens metalizadas, tintas corporais com brilho mineral ou purpurinas ecológicas certificadas .

Glitter como pauta mundial

O debate, aliás, não é exclusivo do Brasil. Em países da Europa, como o Reino Unido e a Alemanha, marcas já anunciaram a substituição do glitter plástico por versões biodegradáveis. 

Festivais internacionais também passaram a incentivar o uso de alternativas ecológicas, diante da crescente preocupação global com a poluição por microplásticos nos oceanos. Assim, o brilho continua presente na folia, mas cada vez mais acompanhado de reflexão sobre seus impactos.


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Autor

  • Pietra Mesquita

    Jornalista formada pela PUC-Campinas, com experiência em produção de conteúdo, redação, redes sociais e atuação jornalística multiplataforma. Interessada por cinema, entretenimento e cultura digital.

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