Os influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente, conhecido como Euro, foram transferidos nesta quinta-feira (28) para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, o presídio do Róger, em João Pessoa. A remoção foi determinada pela Justiça da Paraíba e homologada pelo judiciário paulista.
O casal, preso desde 15 de agosto em Carapicuíba (SP), é investigado por tráfico humano, exploração sexual de menores e trabalho infantil, com base em conteúdos publicados nas redes sociais. A transferência ocorre após a repercussão de uma denúncia feita por Felca, influenciador que acusou publicamente Hytalo e outros nomes de envolvimento em práticas criminosas contra adolescentes. Segundo o Ministério Público, houve indícios de tentativa de fuga após a publicação do vídeo.
Chegada de Hytalo Santos à Paraíba
Hytalo e Euro desembarcaram em João Pessoa por volta das 17h. Escoltados, seguiram para o Instituto de Polícia Científica (IPC), onde passaram por exames, antes de serem levados ao presídio. Durante o período de custódia no CDP 1 de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, o casal teve contato apenas com seus advogados.
Estrutura da unidade prisional
O presídio do Róger, localizado no bairro de mesmo nome, é o principal da capital paraibana destinado à custódia de presos provisórios do sexo masculino. A unidade conta com oito pavilhões e abriga atualmente 890 detentos — número 27% acima da capacidade projetada para 700 internos. O local possui uma cela específica para a população LGBT.

Inspeção realizada pelo Ministério Público da Paraíba em fevereiro deste ano apontou avanços estruturais, como a construção de um espaço apropriado para audiências judiciais remotas e a instalação de iluminação externa com lâmpadas de LED. No entanto, o relatório também evidenciou problemas como estrutura médica precária, escassez de medicamentos genéricos, ausência de equipamentos de proteção para a equipe da cozinha e falhas na manutenção de extintores de incêndio.
As investigações sobre o casal são conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com base em denúncias de aliciamento e produção de conteúdo envolvendo menores. Os autos tramitam na comarca de Bayeux, cidade da região metropolitana de João Pessoa. O processo segue em sigilo.
