O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador (BA). O artista estava internado no Hospital Aliança Star e lutava contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer no sistema linfático que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Atendendo a um desejo do próprio músico deixado em vida, a despedida do cantor Netinho ocorrerá em uma cerimônia fechada ao público.
Despedida de Netinho atende a pedido feito pelo cantor em vida
A equipe do artista confirmou que o velório de Netinho e a cremação do corpo serão restritos a familiares e amigos. O pedido de privacidade partiu do próprio músico durante seu período de tratamento.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, os assessores ressaltaram a mensagem de gratidão que o cantor de axé deixou para o seu público:
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”
A notícia causou comoção no meio artístico. Celebridades manifestaram pesar e prestaram homenagens na internet. A cantora Claudia Leitte publicou: “Descanse em paz, meu irmão”. Já Andrea Sorvetão e o humorista Carioca destacaram a alegria, a força e o grande legado deixado pelo músico.
Tratamento contra o câncer no sistema linfático e causa da morte
O diagnóstico de câncer do artista ocorreu em 22 de março de 2025, após dar entrada no hospital baiano com fortes dores nas pernas. Nos últimos meses, o quadro de linfoma não Hodgkin se agravou, resultando em complicações renais e falência de múltiplos órgãos.
Segundo a assessoria de imprensa, o cantor Netinho enfrentou o tratamento médico com serenidade e manteve o espírito de gratidão até os últimos momentos.
Trajetória marcante e o sucesso do hit ‘Milla’ no axé music
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus (BA), no dia 12 de julho de 1966, o músico se mudou para a capital baiana aos 10 anos. Aos 14, ganhou o primeiro violão e, aos 16, ingressou no curso de Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), conciliando os estudos com apresentações de MPB e bossa nova em bares.
Sua projeção nacional começou em 1988, ao estrear como vocalista da Banda Beijo no Carnaval de Salvador, conquistando rádios de todo o Brasil com a música “Beijo na Boca”. Outras canções ganharam destaque nessa fase, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”.
Em carreira solo a partir de 1993, Netinho atingiu o topo das paradas em 1996 com o lançamento de “Milla”, faixa que se tornou um símbolo da axé music e hino do Carnaval brasileiro. O sucesso levou a apresentações internacionais em países como Itália e Chile.
Além dos palcos, o artista atuou como empresário ao abrir um estúdio de gravação no Rio de Janeiro — espaço que recebeu nomes como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Laura Pausini e Lenny Kravitz — e criar um selo voltado a lançar novos talentos baianos. A família não divulgou o horário e o local exato da cremação para preservar a intimidade do momento.




