Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

‘O morro dos ventos uivantes’ lidera bilheterias no final de semana de estreia

Adaptação dirigida por Emerald Fennell divide opiniões e reacende debate sobre adaptações e fidelidade à obra original

Entre aplausos e críticas, a nova adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes”, clássico de Emily Brontë, conquistou os holofotes nas salas de cinema ao redor do mundo. Dirigido pela vencedora do Oscar, Emerald Fennell, o romance é estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi e promete manter as sessões cheias nas próximas semanas.

Nos primeiros dias em cartaz, o filme arrecadou US$ 82 milhões, ultrapassando o orçamento estimado em US$ 80 milhões.

Apesar de, em teoria, o longa “já se pagou”, os custos de marketing e divulgação não costumam estar incluídos no orçamento de produção. Além disso, segundo especialistas do setor, para que um longa seja considerado realmente lucrativo, é necessário arrecadar entre 2,5 e 3 vezes o valor investido.

Ainda assim, tudo indica que “O Morro dos Ventos Uivantes” pode alcançar essa marca, mesmo diante das polêmicas que cercam a nova adaptação.

Polêmicas na adaptação

Enfrentando comparações com a obra de Brontë e com o filme de 2011, sob direção de Andrea Arnold, “O Morro dos Ventos Uivantes” vem sendo alvo de críticas desde o anúncio da produção.

A escolha dos protagonistas é o ponto de partida das polêmicas. Margot Robbie, de 35 anos, foi escolhida para viver Cathy, dando vida a uma versão da jovem loira de olhos azuis, enquanto na obra ela é descrita como uma adolescente de “cachos castanhos”. A idade e a estética foram questionadas desde a pré-produção, mas, mesmo assim, seguiram com as características tradicionais da atriz.

No entanto, não foi só o papel de Cathy que causou alarde, já que a escalação de Heathcliff, protagonizado por Jacob Elordi, é apontada como a pior escolha na nova versão do drama.

No livro, o jovem é descrito como um “cigano de pele escura”, o que sugere a interpretação de um homem não branco, diferente do ator Jacob Elordi, de 28 anos, que também teve a idade questionada.

Margot Robbie e Jacob Elordi em um premier de lançamento do longa (Imagem: Divulgação)

De qualquer forma, de acordo com críticos do cinema, a opção de Heathcliff como um homem branco acaba afetando camadas fundamentais da trama, principalmente sobre as diferenças sociais e o racismo da época.

Justificativa da produção

Por dentro de todas as críticas, a diretora de elenco Kharmel Cochrane comentou que “não há necessidade de ser preciso”, classificando o material de origem como “apenas um livro”, o que claramente irritou ainda mais os fãs.

Já a diretora, Emerald Fennell, se justificou compartilhando sobre a sua própria experiência com o livro, dizendo que essa era a versão que ela imaginava ao ler a obra.

Conhecida pela direção dos filmes “Bela vingança” e “Saltburn”, a diretora também enfrentou críticas diretas no início da produção do longa, com fãs apontando a dose sexual que Fennell erraria na trama e que provavelmente reduziria a “maior história de amor da literatura britânica” em tesão.

Após as primeiras exibições, a adaptação segue dividindo opiniões. Enquanto parte dos espectadores destaca qualidades na releitura, outros apontam fragilidades e questionaram a profundidade da narrativa.


Continua após a publicidade

Autor

  • Pietra Mesquita

    Jornalista formada pela PUC-Campinas, com experiência em produção de conteúdo, redação, redes sociais e atuação jornalística multiplataforma. Interessada por cinema, entretenimento e cultura digital.

VEJA TAMBÉM

Glamping no Brasil com barraca de luxo iluminada sob céu estrelado em meio às montanhas.

Glamping é nova tendência de hospedagem em meio à natureza

Timothée Chalamet no filme Marty Supreme, cotado como favorito ao Oscar de Melhor Ator.

De favorito ao Oscar a alvo de críticas: fala de Timothée Chalamet gera polêmica

Apresentador Ratinho em estúdio do SBT durante programa que gerou polêmica e comunicado oficial da emissora.

Após polêmica com Ratinho, SBT afirma que fala não representa emissora

Carlos Alberto de Nóbrega sorridente no banco do programa A Praça É Nossa do SBT celebrando 90 anos.

“Humor não pode humilhar ninguém”, diz Carlos Alberto de Nóbrega ao completar 90 anos

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.