A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta segunda-feira (5), a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. Após nova audiência de custódia, ficou decidido que ele será transferido para uma cela coletiva no Presídio Bangu 3, onde estão custodiados integrantes do Comando Vermelho.
A decisão foi proferida pela juíza Laura Noal Garcia, da Central de Custódia. Segundo o despacho, o mandado de prisão segue válido, e não houve revogação da ordem por instância superior. “Sendo regulares o ato prisional e o mandado de prisão no caso concreto e não havendo requerimentos de mérito, não há nada a prover”, escreveu a magistrada. Na última semana, a 3ª Vara Criminal da Capital aceitou denúncia do Ministério Público estadual e tornou Oruam réu por tentativa de homicídio qualificada. A juíza Tula Correa de Mello também incluiu Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo do rapper, no mesmo processo.

De acordo com o Ministério Público, a tentativa de homicídio ocorreu no dia 21 de julho, quando Oruam e outros indivíduos teriam lançado pedras — algumas com até 4,85 quilos — de uma altura aproximada de 4,5 metros contra policiais civis que cumpriam mandado de apreensão contra um adolescente. O menor, que estaria na residência do rapper no bairro do Joá, zona oeste da capital, conseguiu fugir.
Oruam se entregou à Polícia Civil no dia seguinte e foi preso preventivamente.
Outros crimes atribuídos
Além da acusação por tentativa de homicídio, o rapper responde por associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Durante a operação, Oruam também foi acusado de ameaçar os agentes ao alegar ser filho de Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho. A declaração foi interpretada pelo Ministério Público como tentativa de intimidação. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que o artista será encaminhado à galeria de Bangu 3 onde cumprem pena outros presos ligados à facção mencionada.