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AC/DC arrasta 70 mil ao Morumbis e prova que o rock ainda pulsa

Após 17 anos, banda australiana volta ao Brasil sem Malcolm Young; Ainda com dois shows em São Paulo, nos dias 28 de fevereiro e 4 de março
Show AC/DC São Paulo

Dezessete anos depois da última passagem pelo Brasil, o AC/DC voltou a São Paulo como quem nunca saiu. O primeiro de três shows no Morumbis, nesta terça-feira (24), reuniu cerca de 70 mil fãs em uma noite esgotada e carregada de nostalgia, potência e resistência.

A apresentação marca a primeira vinda da banda ao país desde a morte do guitarrista Malcolm Young, em 2017. No palco, restou o irmão Angus Young como único integrante da formação original. Ao lado dele, o vocalista Brian Johnson, que está há mais de quatro décadas no grupo, assumiu, mais uma vez, o peso de sustentar um repertório que atravessa cinco décadas.

Sequência de hinos

O show abriu com “If You Want Blood (You’ve Got It)”, do álbum Highway to Hell (1979), e rapidamente mergulhou no arsenal clássico da banda. “Back in Black”, “Shot Down in Flames”, “Thunderstruck”, “T.N.T.”, “Hells Bells”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “You Shook Me All Night Long” transformaram o estádio em um grande coro coletivo.

O encerramento seguiu o ritual já conhecido: canhões apontados para o alto e “For Those About to Rock (We Salute You)”, faixa do disco homônimo de 1981, selando a noite com a tradicional explosão sonora.

Angus incansável, Brian resiliente

Aos 70 anos, Angus surgiu com seu icônico uniforme escolar, mas desta vez com cores que remetiam ao Brasil, e manteve a energia que o consagrou como um dos maiores performers do rock. Mesmo com movimentos menos ágeis do que nas décadas passadas, sustentou solos longos, interações com o público e a presença de palco que é marca registrada da banda.

Brian Johnson, aos 78, já não alcança todas as notas como antes, mas compensou com carisma e entrega. Sorriu, acenou, incentivou o público e manteve a condução das músicas que ajudou a transformar em hinos globais.

Completaram o quinteto Stevie Young na guitarra, Chris Chaney no baixo e Matt Laug na bateria, a formação que sustenta a turnê “Power Up”, baseada no álbum lançado em 2020.

Rock sem truques

No Morumbis, o AC/DC fez o que sempre fez: rock direto, alto e sem artifícios tecnológicos. A banda já não é a mesma que passou pelo Brasil em 1985, 1996 e 2009, mas a emoção do público permaneceu intacta. Entre limitações naturais da idade e mudanças na formação, o grupo mostrou que seu legado resiste e que Angus Young não parece disposto a abandonar o palco tão cedo.

Ainda restam dois shows em São Paulo, nos dias 28 de fevereiro e 4 de março. Para muitos fãs, fica a sensação inevitável de “pode ser a última vez”, e talvez por isso tenha sido tão intenso.


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Autor

  • Pietra Mesquita

    Jornalista formada pela PUC-Campinas, com experiência em produção de conteúdo, redação, redes sociais e atuação jornalística multiplataforma. Interessada por cinema, entretenimento e cultura digital.

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