Quem acompanha a coluna sabe que o projeto editorial “Viajar em Portugal” tem me proporcionado várias surpresas. Entre elas, descobrir pequenas cidades, vilas e lugares quase secretos do país, que vou revelando ao público brasileiro, que tem um carinho especial pelo país.
Se as descobertas valem pela experiência vivida e pelo prazer propriamente dito, alguns dados econômicos sobre o turismo devem e merecem ser mostrados, mesmo porque o turista brasileiro tem uma importante participação nas receitas do turismo nacional.
Entre janeiro e junho de 2026, os turistas vindos do Brasil deixaram cerca de €657,1 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões) na economia portuguesa, representando um crescimento de 18,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, só perdendo para os Estados Unidos que gastaram €1,523 mil milhões em Portugal – mais- 8% do que no mesmo período de 2025.
Juntos, Estados Unidos e Brasil foram responsáveis por mais de 40% do aumento das receitas turísticas. Nada mau, não?
Se as receitas de Portugal agradecem, o setor tenta fugir da máxima “do mais do mesmo”, e campanhas institucionais tem se esforçado para mostrar um Portugal mais genuíno e menos óbvio.
Isso não quer dizer que cidades como Lisboa, Porto, Coimbra ou Sintra estejam sendo menos visitadas – muito pelo contrário – mas tem forçado o turista, que quer conhecer o país real, a passar menos tempo nelas.
Com a ampliação do leque de opções a se conhecer, destinos pouco usuais acabam por ocupar as páginas das revistas de turismo, como Trás-os-Montes, Aldeias Do Xisto, Reguengos de Monsaraz e Melides.



Se o verão (que chegou a bater 40 °C graus em alguns dias) está em contagem regressiva, há algumas cidades que recebem ainda mais turistas no inverno. São elas:
Serra da Estrela: é o destino de eleição para os turistas que procuram neve em Portugal. Sendo o único local com estância de esqui no país, o destino atrai muitos brasileiros que querem vivenciar o inverno serrano e provar o famoso Queijo da Serra.
Nazaré: conhecida mundialmente pelas suas ondas gigantes, a vila atrai entusiastas do surf e curiosos especificamente nos meses de inverno (de novembro a março), que é quando as condições do Canhão da Nazaré geram os maiores espetáculos marítimos.
Fátima: o turismo religioso não para no inverno. O Santuário de Fátima continua a receber peregrinações e oferece um ambiente mais calmo e recatado para quem procura espiritualidade longe das multidões.
Enquanto a coluna aguarda os dados oficiais consolidados especificamente para todo o período do verão de 2026 (julho a setembro), que ainda não foram integralmente publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) ou pelo Banco de Portugal, nosso projeto editorial continua a pleno vapor. Aguardem




