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Piracicaba confirma morte por febre maculosa e investiga possível local de infecção

Em Piracicaba, o rio que corta a cidade exige atenção redobrada, pois atrai muitas pessoas às suas margens e também é habitat frequente de capivaras

A Vigilância Epidemiológica de Piracicaba confirmou nesta segunda-feira (12) mais um óbito por febre maculosa na cidade. O registro é de um paciente do sexo masculino, com idade entre 70 e 79 anos, que morreu em novembro de 2025. Com esse caso, o município contabiliza três óbitos pela doença em 2025.

A partir de agora, a investigação do Local Provável de Infecção (LPI) ficará a cargo da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Em 2026, até o momento, não houve registro da doença no município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o primeiro óbito por febre maculosa em 2025 foi confirmado em junho, e o segundo, em agosto. Ainda segundo a VE, em 2023 foram confirmados cinco casos, com duas mortes, enquanto em 2024 não houve registros da doença em Piracicaba.

Prevenção e alerta

O trabalho de orientação e prevenção à febre maculosa é realizado pela Secretaria de Saúde, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A Prefeitura alerta para os riscos da doença, que é transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii e pode levar à morte.

A Secretaria de Saúde reforça que o período de maior incidência da febre maculosa ocorre entre junho e novembro, mas, em Piracicaba, o rio que corta a cidade exige atenção redobrada, já que atrai muitas pessoas às margens e também é habitat frequente de capivaras, um dos principais hospedeiros do carrapato-estrela.

Entre as áreas consideradas de maior risco estão, além das margens do Rio Piracicaba — do bairro Monte Alegre até Ártemis —, as margens do Ribeirão Piracicamirim, a Lagoa do Santa Rita, o Parque da Rua do Porto e a margem do Rio Corumbataí. Nesses locais, a Prefeitura mantém placas de alerta sobre a presença do carrapato.

Sintomas e atendimento

A Secretaria de Saúde orienta ainda que pessoas que moram, trabalham ou frequentam áreas de risco fiquem atentas a sintomas como febre, dores no corpo, desânimo, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Ao apresentar esses sinais, é fundamental procurar imediatamente um serviço de saúde e informar sobre a possível exposição a áreas com presença de carrapatos, para garantir o tratamento precoce e evitar o agravamento da doença.

Em Piracicaba, toda a rede de saúde está capacitada para o atendimento de casos suspeitos de febre maculosa.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce da febre maculosa é difícil, especialmente nos primeiros dias da infecção, pois os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de outras doenças, como leptospirose, dengue e hepatites virais. Por isso, é essencial que o paciente informe se esteve em áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas, onde possa ter sido picado por carrapatos.

Tratamento

A febre maculosa tem cura quando o tratamento com antibióticos específicos é iniciado nos primeiros dois ou três dias após o surgimento dos sintomas. O medicamento deve ser administrado mesmo antes da confirmação laboratorial, que pode demorar.

O atraso no diagnóstico e no início do tratamento pode provocar complicações graves, como comprometimento do sistema nervoso central, rins, pulmões, lesões vasculares e levar ao óbito.

Dicas de prevenção

Para reduzir o risco de infecção, especialmente em áreas com provável exposição a carrapatos, a população deve adotar as seguintes medidas:

  • Utilizar roupas claras, que facilitam a visualização do carrapato;
  • Usar calças, botas e blusas de manga comprida ao circular em áreas arborizadas ou com gramados;
  • Evitar caminhar em locais com grama ou vegetação alta;
  • Verificar o corpo e os animais de estimação após frequentar áreas de risco;
  • Caso encontre um carrapato aderido à pele, removê-lo com pinça, sem esmagar;
  • Puxar o carrapato com cuidado e firmeza e, após a remoção, lavar o local da picada com água e sabão ou álcool;
  • Quanto mais rápido o carrapato for retirado, menor o risco de infecção;
  • Após o uso, colocar as roupas em água fervente para eliminar possíveis carrapatos.


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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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