O Porto de Santos não sofreu impactos marítimos diretos após o início dos confrontos no Oriente Médio, uma vez que as principais linhas de navegação que atendem o Brasil não dependem diretamente das áreas mais sensíveis do conflito. Segundo a Diretoria de Operações da Autoridade Portuária de Santos (APS), as equipes permanecem em alerta observando a logística marinha, que atualmente é global e altamente integrada.
A integração dos portos pode interferir na logística marítima, já que tensões regionais têm o potencial de impactar indiretamente outros terminais, resultando em ajustes de rotas ou reprogramações operacionais. Em cenários de guerra, é difícil prever todos os desdobramentos, mesmo para portos geograficamente distantes.
Monitoramento internacional
De acordo com a APS, o monitoramento do contexto internacional é fundamental. A autoridade mantém um diálogo constante com operadores privados, armadores e demais agentes da comunidade portuária, que não registraram, até o momento, qualquer comprometimento das operações no Porto de Santos.
“Não há indicação de alteração nas escalas ou comprometimento das operações no porto em função desse cenário. O Porto de Santos é resiliente justamente por ter muitas conexões e alternativas para atender seus cerca de 600 locais de destino”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini.
Irã fechou Estreito de Ormuz
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, anunciou segunda-feira (2) o fechamento total do Estreito de Ormuz, um importante canal marítimo onde é a principal rota para o transporte de gás liquefeito.
Em declaração à mídia local, Vahidi afirmou que o Irã “incendiará” qualquer embarcação que tente cruzar a região. A medida é uma retaliação direta à morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel.