A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), uma operação para combater o tráfico de drogas no Porto de Santos, em São Paulo. A ação, chamada Operação Costeau, mira uma organização criminosa suspeita de utilizar o terminal portuário para enviar cocaína ao exterior.
Além disso, os investigadores apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa ligados ao esquema.
Investigação começou após apreensão na França
A investigação sobre tráfico de drogas no Porto de Santos começou em 2022. Naquele ano, autoridades francesas apreenderam 124 quilos de cocaína em um navio que havia passado pelo terminal portuário da cidade de Santos.
Durante a apuração, policiais da França identificaram indícios da participação de brasileiros no envio da droga. Por isso, as autoridades compartilharam informações com investigadores no Brasil.
A partir dessas evidências, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o tráfico transnacional de drogas e identificar os responsáveis pelo esquema.
PF intensifica investigação sobre tráfico no porto
A Polícia Federal ampliou a investigação em 2025. Desde então, agentes passaram a reunir novas provas sobre a atuação do grupo suspeito.
Segundo os investigadores, os criminosos utilizam rotas marítimas para transportar cocaína até a Europa. Além disso, o tráfico de drogas no Porto de Santos aproveita a grande movimentação de cargas no local para tentar esconder os entorpecentes.
O Porto de Santos é considerado o maior complexo portuário da América Latina. Por esse motivo, organizações criminosas frequentemente tentam usar o terminal como rota para o narcotráfico internacional.
Operação busca desarticular organização criminosa
A operação desta terça-feira faz parte de um conjunto de medidas da Polícia Federal para enfraquecer o grupo investigado por tráfico de drogas no Porto de Santos.
Durante a ação, os agentes cumprem diligências e analisam documentos, dados e outras informações ligadas ao caso. Além disso, a polícia pretende identificar outros integrantes da organização criminosa.
Por enquanto, a Polícia Federal continua analisando as provas coletadas. Dessa forma, os investigadores não descartam novas fases da operação nos próximos meses.