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Bronquiolite: saiba identificar os sintomas e quando buscar atendimento

Doença afeta principalmente crianças menores de dois anos; saiba reconhecer os sintomas, quando buscar atendimento e como prevenir

A bronquiolite viral aguda é uma infecção respiratória que afeta principalmente crianças menores de dois anos. Os primeiros sintomas podem ser parecidos com os de um resfriado, mas o quadro pode evoluir para dificuldade para respirar e se alimentar.

Embora seja mais comum durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios, a doença pode ocorrer durante todo o ano. Em julho, o Ministério da Saúde atualizou as orientações de prevenção, diagnóstico e tratamento da bronquiolite.

Em Campinas, o pediatra Alexandre Carvalho Nogueira, instrutor do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), explica os principais sinais da doença e quando os pais devem procurar atendimento.

Como identificar a bronquiolite?

A doença provoca inflamação dos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões. O principal causador é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por até 80% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.

Os sintomas mais comuns são coriza, tosse, espirros, febre, nariz entupido, chiado no peito e respiração rápida ou com dificuldade.

Segundo o pediatra, a bronquiolite pode ser confundida com um resfriado no início com sinais mais característicos aparecendo a partir do terceiro ou quarto dia.

Quando procurar atendimento?

Os pais devem ficar atentos principalmente aos sinais de dificuldade respiratória. Respiração muito rápida e afundamento das costelas ou do pescoço durante a inspiração indicam esforço para respirar.

“Se isso estiver acontecendo, é um sinal de cansaço e tem que levar ao médico”, alerta Alexandre.

Também é necessário procurar atendimento se o bebê apresentar dificuldade para mamar ou se alimentar, lábios ou unhas arroxeados, sonolência excessiva, pausas na respiração, febre persistente ou piora dos sintomas.

Bebês prematuros, com baixo peso, cardiopatias, alterações da imunidade, síndrome de Down e outras condições de saúde têm maior risco de desenvolver formas graves. O risco também é maior entre crianças menores de seis meses.

Como é feito o tratamento?

Não existe medicamento específico para curar a bronquiolite. Nos casos leves, o tratamento é baseado em lavagem nasal, hidratação e controle da febre, conforme orientação médica.

Quando há dificuldade para respirar, queda da oxigenação ou dificuldade para se alimentar, pode ser necessária internação e oferta de oxigênio.

De acordo com o pediatra, antibióticos não são usados rotineiramente, já que a doença é causada por vírus. A nebulização com solução salina hipertônica e medicamentos como o salbutamol também não fazem parte do tratamento habitual da primeira crise.

Como prevenir?

O Ministério da Saúde recomenda como forma de prevenção da doença:

  • Lavar as mãos com frequência;
  • Evitar contato do bebê com pessoas gripadas ou resfriadas;
  • Evitar aglomerações;
  • Manter os ambientes ventilados;
  • Higienizar objetos e superfícies;
  • Evitar fumaça de cigarro;
  • Manter o aleitamento materno, quando possível;
  • Manter a vacinação em dia.

Vacina contra o VSR protege o bebê

O SUS oferece a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Aplicada em dose única, ela permite que anticorpos sejam transferidos pela placenta e ajudem a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

O Ministério da Saúde também prevê o uso do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que protege contra formas graves da infecção. O medicamento será destinado a bebês prematuros e crianças com determinadas condições de saúde que aumentam o risco de complicações, conforme os critérios do programa.

Vacina contra VSR faz com que gestantes produzam anticorpos para proteger os bebês na placenta.
(Rogério Capela/Divulgação)

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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Desenvolveu uma iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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